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25 set 2026
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🌡️ O termômetro sobe e o rebanho leiteiro sente primeiro. Veterinário explica o que muda no campo — e como evitar perdas.
🐄 Ondas de calor sucessivas colocam em alerta produtores de todo o país. Entenda o que acontece com as vacas e o que fazer.
🐄 Ondas de calor sucessivas colocam em alerta produtores de todo o país. Entenda o que acontece com as vacas e o que fazer.

O que o calor faz com a vaca leiteira | O aumento das temperaturas em diferentes regiões do Brasil já preocupa produtores de leite: o estresse térmico em vacas leiteiras pode reduzir a produção em até 20%, segundo especialistas do setor.

Ondas de calor sucessivas, previstas para os próximos dias, colocam em risco o desempenho zootécnico e a eficiência reprodutiva do rebanho leiteiro em todo o país.

O problema começa quando a temperatura ultrapassa o limite de tolerância do animal, que perde a capacidade de dissipar o calor corporal. Os primeiros sinais aparecem na respiração ofegante, na mudança de comportamento e na busca constante por sombra, enquanto a vaca passa mais tempo em pé tentando resfriar o próprio corpo.

Essa tentativa de resfriamento tem um custo direto: o animal gasta energia para se ventilar em vez de se alimentar, o que reduz o consumo de ração e diminui a circulação de sangue no úbere. O resultado é uma queda na produção que se soma aos prejuízos causados por confinamentos inadequados e lotes superlotados, segundo Hilton do Carmo Diniz Neto, médico-veterinário da Cargill Saúde e Nutrição Animal.

Para conter os danos, Neto aponta que as instalações precisam garantir ventilação eficiente e barreiras contra a radiação solar, com ventiladores e sistemas de aspersão que exigem manutenção preventiva constante. Nas propriedades a pasto, os piquetes devem contar com sombreamento natural ou artificial bem dimensionado nos horários de sol mais forte, já que a falta de sombra faz o lote disputar espaço e sofrer desgaste físico acelerado.

A água também exige atenção redobrada: precisa estar fresca, limpa e disponível o dia todo, distribuída em cochos bem dimensionados para evitar disputas entre os animais. Sem esse cuidado, as vacas bebem menos e o quadro de estresse térmico se agrava ainda mais dentro do rebanho.

No calor extremo, a vaca reduz espontaneamente a ingestão de matéria seca — o alimento sem a fração de água, onde estão concentrados os nutrientes essenciais —, o que desequilibra a dieta e derruba a produtividade. Neto recomenda alterar os horários de fornecimento do trato para os períodos mais frescos do dia, como o início da manhã ou o fim da tarde, estimulando o consumo natural dos animais.

Sob exposição prolongada ao calor, a ração no cocho fermenta mais rápido e perde valor nutricional, por isso o veterinário orienta que a equipe de manejo recolha as sobras com frequência.

Projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam 75% de probabilidade de o fenômeno El Niño atingir uma das maiores intensidades desde 1950, o que reforça a urgência de ambientes bem ventilados, água farta e dieta equilibrada para sustentar os índices da atividade leiteira.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal Band 

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