O setor lácteo dos três Estados da região Sul deve concentrar esforços, ao longo dos próximos anos, na busca da superação de dois desafios: atingir um padrão máximo de eficiência e acessar o mercado externo de forma considerável.
boa parte dos lácteos produzidos por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é destinada a outras regiões
Boa parte dos lácteos produzidos por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é destinada a outras regiões
O setor lácteo dos três Estados da região Sul deve concentrar esforços, ao longo dos próximos anos, na busca da superação de dois desafios: atingir um padrão máximo de eficiência e acessar o mercado externo de forma considerável.

Isso é, ao menos, o que propõe o Plano de Desenvolvimento da Competitividade Global do Leite Sul-Brasileiro, que pode ser acessado na íntegra clicando AQUI.

“A cadeia do leite é importantíssima, por ser um alimento de máxima importância a todos os seres humanos, e por sua importância social, já que não temos um local em que não haja produção leiteira”, resumiu o secretário do Sistema Faep/Senar-PR, Livaldo Gemin, após a apresentação do referido plano, fruto de nove anos de debates realizados por conta da estagnação da produção.

Hoje, o Sul brasileiro produz 40,7% do leite consumido no País, embora tenha apenas 15% da população brasileira. Ou seja, boa parte dos lácteos produzidos por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é destinada a outras regiões, mas o mercado interno já está saturado tendo em vista as importações em grande escala do Uruguai e da Argentina, que ofertam preços até 10% menores que os praticados no mercado nacional.

O QUE FAZER

“Nosso grande desafio é ampliar a competitividade do nosso produto e ganhar mais mercados. Se produzirmos um litro de leite a mais, esse litro terá que ir para fora. Isso é um dilema para nós. Temos a necessidade de chegar ao mercado global, porque só o mercado interno não representa o nosso potencial”, destacou o consultor Airton Spies ao apresentar o plano estratégico em reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Faep.

Entre os gargalos identificados estão a baixa eficiência agronômica e zootécnica no campo, o baixo rendimento industrial do leite, a alta volatilidade nos preços e entraves logísticos, desde a questão energética até a infraestrutura rodoviária.

Para Spies, esse cenário vai fazer com que apenas produtores e empresas eficientes permaneçam na atividade. Outro ponto decisivo é que o setor se debruce sobre os próprios números, com objetivo de otimizar processos e reduzir os custos de produção. Só a partir da excelência é que os lácteos da região Sul poderão se impor no mercado internacional e rechaçar o produto estrangeiro.

“Para sermos competitivos temos que ser eficientes para baixar custos e termos uma logística eficaz”, sentenciou Spies. “Precisamos de união, continuar sentados e conversando. A cada reunião, damos um passo à frente. Ainda temos um degrau para chegar ao mercado internacional, que é a redução de 20% dos custos de produção. Precisamos resolver isso. Mas quando resolvermos, o céu será o limite”, concluiu.

CENÁRIO PARANAENSE

Hoje, o Paraná é o segundo maior produtor de leite do País, com 4 bilhões de litros por ano, o que equivale a 13% da produção brasileira. A pecuária de leite é a principal atividade em 32 mil propriedades rurais do Paraná, número que serviu de embasamento de pesquisa com os produtores, realizada pelo IDR-Paraná.

Segundo os dados apurados, 80% dos estabelecimentos produzem até 500 litros de leite por dia, enquanto 20% produzem 76% do leite do Paraná. E praticamente não há mais sazonalidade na produção de leite paranaense, que abastece essencialmente cooperativas (49%) e laticínios provados (44%). 54% dos produtores paranaenses são membros efetivos de alguma cooperativa, enquanto 28% participam de associações de produtores.

Os produtores que responderam a pesquisa também apontaram o que consideram serem os principais desafios da atividade nos próximos cinco anos.

As questões mais citadas foram o alto custo de produção (75%), baixa lucratividade (70%) e falta de valorização da atividade leiteira (48%).

E entre os planos para a propriedade leiteira elencados pelos produtores, estão o aumento da produção diária (55%), melhoramento genético do rebanho (44%), aumento do rebanho (35%) e investimento em novos equipamentos e automação (20%).

 

 

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Embora o vírus até agora não tenha mostrado nenhuma evidência genética de adquirir a capacidade de se espalhar de pessoa para pessoa, as autoridades de saúde pública estão monitorando de perto a situação da vaca leiteira como parte dos esforços gerais de preparação para a pandemia.

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