Variedade mutante foi feita a partir de planta que é "prima" do tabaco. Ela carrega compostos importantes para as primeiras semanas de vida de recém-nascidos. A equipe afirma que esse estudo pode gerar fórmulas mais saudáveis para os bebês, como também leites vegetais mais nutritivos e não lácteos para adultos.
Leite-Cientistas querem, no futuro, usar nova planta para fabricar fórmulas infantis mais potentes
Cientistas querem, no futuro, usar nova planta para fabricar fórmulas infantis mais potentes.
Cientistas modificaram geneticamente uma planta que é parente próxima do tabaco para que ela produzisse nutrientes encontrados no leite materno humano.

O experimento foi descrito em um estudo publicado na última semana na revista Nature Food.

Pesquisadores argumentam que esse tipo de tecnologia pode tornar viáveis fórmulas infantis que reproduzam os benefícios do aleitamento materno para a saúde.

O estudo demonstrou que uma variedade mutante da planta Nicotiana benthamiana, feita em laboratório, produz açúcares complexos denominados oligossacarídeos do leite humano (ou HMOs, na sigla em inglês). Esses compostos são capazes de promover bactérias saudáveis no intestino e gerar benefícios ao sistema imunológico do bebê.

Cerca de 200 HMOs diferentes estão contidos no leite materno, e são o terceiro componente sólido mais abundante do leite humano. O bebê em fase de amamentação não consegue digerir essas propriedades, mas elas servem como alimento para as bactérias que estão em seus intestino nas primeiras semanas de vida.

Ou seja, os HMOs promovem uma microbiota intestinal saudável. Existem evidências de que também são responsáveis em reduzir o risco de infecções bacterianas e virais, além de trazerem outros benefícios para a saúde.

“Imagine poder produzir todos os oligossacarídeos do leite humano em uma única planta. Então, poderíamos apenas moer essa planta, extrair todos os oligossacarídeos de uma vez e adicionar diretamente à fórmula de nutrição infantil”, disse Patrick Shih, biólogo que liderou o trabalho na Universidade da Califórnia, Berkeley, em entrevista ao The Guardian. “Este é o grande objetivo para o qual estamos trabalhando.”

Atualmente, é possível modificar geneticamente bactérias E. coli para produzir uma pequena quantidade de HMOs. Entretanto, muitos HMOs continuam sendo difíceis de fabricar dessa forma, e isolar moléculas benéficas de outros subprodutos tóxicos é um processo caro. Por isso, poucas fórmulas infantis os incluem.

A partir disso, os pesquisadores inseriram genes projetados para produzir enzimas específicas necessárias para montar açúcares básicos em uma diversidade de HMOs. As plantas geneticamente modificadas, então, conseguiram produzir 11 HMOs conhecidos pela indústria, ao todo.

“Nós produzimos todos os três principais grupos de oligossacarídeos do leite humano”, relata Shih. “Até onde sei, ninguém jamais demonstrou que é possível produzir simultaneamente esses três grupos em um único organismo.”

A produção também inclui um composto chamado LNFP1, que é capaz de reduzir infecções em bebês, mas que não pode ser fabricado em grandes quantidades a partir de fermentação microbiana.

A equipe afirma que esse estudo pode gerar fórmulas mais saudáveis para os bebês, como também leites vegetais mais nutritivos e não lácteos para adultos.

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