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3 nov 2026
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O preço mínimo do leite é a bandeira de uma chapa na ANORC, mas o argumento vai além da seca 🥛
preço
Seca, leite de outros estados e margens apertadas: a proposta que entrou na campanha da ANORC 🐄

A principal bandeira de Marcelo Passos, candidato à presidência da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (ANORC), é a criação de um preço mínimo do leite no Rio Grande do Norte.

Em entrevista ao Repórter 98, da 98FM Natal, na sexta-feira (30), ele defendeu que o valor seja diferenciado no estado por causa das condições de seca. Segundo ele, a atividade enfrenta hoje um “problema gravíssimo de rentabilidade”.

Ex-presidente da entidade por seis anos, Passos se apresenta como produtor de cana, gado de corte e leite. Ele argumenta que a pecuária leiteira tem peso social relevante porque, mesmo com a chegada de tecnologia, continua empregando muita mão de obra. A proposta passa por reformular o Programa do Leite, que chama de “mola fundamental” para a sobrevivência da atividade: bom para a indústria e para o consumidor, mas “ótimo para o produtor rural”.

A pressão, na leitura do candidato, também vem de fora. Ele afirma que o leite do Centro-Oeste chega ao mercado potiguar perto do vencimento e com preço abaixo do praticado localmente, o que dificulta a competição da indústria do estado. Por isso, defende que o leite industrializado no RN seja produzido no próprio estado, tema que pretende levar ao governador eleito, Cadu Xavier (PT). “Não é só tecnologia que baixa o custo”, disse.

A segunda frente é tecnológica. Passos quer criar dentro da ANORC um setor de equipamentos para levar serviços diretamente às propriedades dos associados. O exemplo citado é a pulverização com drones, que, segundo ele, sai mais barata do que a feita com trator. Na gestão anterior, a entidade adquiriu retroescavadeira, caminhão e trator por meio de parcerias institucionais.

O obstáculo, diz o candidato, é o financiamento. Ele pretende buscar junto ao governo estadual linhas de crédito da agência de fomento do estado, o que afirma não ter conseguido no mandato anterior. “Você não consegue colocar tecnologia sem dinheiro”, afirmou.

A agenda inclui ainda a sucessão familiar nas propriedades. Para Passos, o produtor está envelhecendo e há pouca renovação, o que exige convencer as novas gerações de que vale a pena permanecer no campo. Ele citou também a segurança nas propriedades rurais como problema grave. Sobre a exportação de bovinos vivos pelo porto potiguar, elogiou o trabalho já feito, mas defendeu uma “calibragem” para que os animais embarcados sejam produzidos no RN e a riqueza gerada fique no estado.

A chapa também quer abrir o Parque Aristófanes Fernandes à sociedade. Segundo Passos, a consolidação contratual do espaço dá segurança para ampliar seu uso além da Festa do Boi. Ele quer retomar o Domingo no Parque, criado em sua gestão e interrompido pela pandemia, voltado a crianças, idosos e famílias. O candidato pretende ainda trazer cursos para o parque em parceria com a FAERN e aproximar a entidade das universidades.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal 98 FM Natal

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