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3 maio 2026
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🧀 Evento em Ipanema aposta no maior queijo minas padrão do mundo para atrair público e fortalecer a renda local.
Produção de peça de 3 toneladas lidera programação que combina turismo, cultura e venda direta ao consumidor
Produção de peça de 3 toneladas lidera programação que combina turismo, cultura e venda direta ao consumidor.

Um queijo pode ser mais do que alimento — pode virar espetáculo. A Festa do Queijo de Ipanema aposta justamente nisso: transformar uma peça de mais de 3 toneladas em símbolo de tradição, turismo e negócios.

Entre os dias 3 e 6 de junho, o município de Ipanema, no Vale do Rio Doce (MG), realiza a 16ª edição do evento, já consolidado como vitrine da produção local. O grande destaque será, novamente, a fabricação do maior queijo minas padrão do mundo, uma peça que ultrapassa 3 toneladas e concentra a atenção do público.

A iniciativa dialoga com o peso econômico do setor no estado. Minas Gerais destina entre 35% e 40% dos cerca de 9 bilhões de litros de leite produzidos anualmente à fabricação de queijos, segundo dados do IBGE. A cadeia movimenta aproximadamente R$ 20 bilhões por ano e sustenta mais de 9 mil produtores de queijo artesanal, conforme a Emater-MG — consolidando o produto como uma das principais estratégias de agregação de valor no campo.

Mais do que um recorde, o queijo gigante funciona como ferramenta de promoção. Após a pesagem oficial, ele e outros produtos preparados em grande escala — como doce de leite artesanal, pão de queijo e a tradicional “queimadinha” — são distribuídos ao público. A lógica é simples: aproximar consumidores e estimular o consumo direto.

A programação inclui ainda shows musicais, apresentações culturais e uma feira de produtores. No espaço, será possível comprar queijos frescos, curados e outros derivados lácteos. Para muitos produtores, a venda direta durante o evento representa uma das principais fontes de receita do período, reduzindo intermediários e ampliando margens.

Realizada na área central da cidade, a festa costuma atrair milhares de visitantes, elevando a ocupação da rede hoteleira e gerando impacto imediato no comércio e nos serviços locais. O modelo adotado combina produção rural e turismo como estratégia de dinamização econômica — um formato replicável em outras regiões com vocação agroindustrial.

No fim, o queijo gigante é apenas o ponto de partida. O que está em jogo é a capacidade de transformar tradição em valor econômico, conectando campo e cidade em torno de um produto que, em Minas, já é identidade.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de O Roncador

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