ESPMEXENGBRAIND
13 set 2026
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🧀 Um relatório recente do governo dos EUA revela números que contrastam fortemente dentro da própria cadeia láctea americana.
EUA
🥛 Nem todo o setor lácteo dos EUA vive o mesmo momento: alguns produtos crescem, outros afundam. Entenda os números.

A produção de laticínios nos EUA fechou maio de 2026 com um retrato de contrastes profundos, segundo dados divulgados pelo Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Enquanto alguns segmentos da cadeia processadora bateram recordes e mostraram crescimento robusto, outros sofreram quedas expressivas no mesmo período.

O queijo foi o grande destaque positivo. A produção total nos Estados Unidos, sem contar o cottage cheese, chegou a 1,28 bilhão de libras em maio, um avanço de 2,0% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,1% sobre abril deste ano.

Mas esse resultado esconde realidades bem diferentes dentro da própria categoria: o queijo tipo italiano foi o motor desse crescimento, somando 560 milhões de libras, com alta de 6,5% na comparação anual e de 0,7% frente ao mês anterior. Já o queijo tipo americano seguiu na direção contrária, recuando 2,6% em relação a maio de 2025, para 499 milhões de libras — ainda que tenha registrado uma recuperação mensal de 1,5%.

A manteiga comercial também fechou o mês em alta, com 224 milhões de libras produzidas, 3,5% a mais que no mesmo período do ano passado, embora tenha ficado ligeiramente abaixo do volume de abril.

O segmento de leite em pó foi onde os números mais chamaram atenção — para os dois lados. O leite desnatado em pó destinado ao consumo humano teve um salto de dois dígitos, crescendo 10,3% na comparação anual e alcançando 173 milhões de libras. No entanto, o leite em pó desnatado (skim milk powder) teve o pior desempenho de todo o relatório: uma queda de 39,7% frente a maio de 2025, encerrando o mês em apenas 29,4 milhões de libras.

No soro de leite, o cenário foi majoritariamente positivo. A produção total de soro de leite em pó (dry whey) somou 82,6 milhões de libras, um crescimento de 12,2% em relação ao ano anterior.

O concentrado proteico de soro de leite (WPC) também avançou, com alta de 3,0% na comparação anual, atingindo 43,6 milhões de libras. Já a lactose, tanto para consumo humano quanto animal, ficou praticamente estável, com uma leve queda de 0,6% frente a maio de 2025, fechando em 98,3 milhões de libras.

Veja como ficaram as principais categorias no comparativo anual:

Produto Volume (maio/2026) Variação anual
Queijo total (exceto cottage) 1,28 bilhão de libras +2,0%
Queijo tipo italiano 560 milhões de libras +6,5%
Queijo tipo americano 499 milhões de libras -2,6%
Manteiga comercial 224 milhões de libras +3,5%
Leite desnatado em pó (consumo humano) 173 milhões de libras +10,3%
Leite em pó desnatado (skim milk powder) 29,4 milhões de libras -39,7%
Soro de leite em pó (dry whey) 82,6 milhões de libras +12,2%
Concentrado proteico de soro (WPC) 43,6 milhões de libras +3,0%
Lactose (uso humano e animal) 98,3 milhões de libras -0,6%

O apetite do consumidor americano por sobremesas geladas também impulsionou a produção em todas as categorias acompanhadas pelo relatório. O sorvete tradicional (regular hard ice cream) liderou essa expansão, crescendo 7,1% em relação a maio de 2025 e chegando a 69,2 milhões de galões.

O sorvete com baixo teor de gordura teve alta mais moderada, de 1,5%, totalizando 36,4 milhões de galões. O destaque, porém, ficou com o sorbet, que disparou 16,1% na comparação anual, para 1,95 milhão de galões, enquanto o iogurte congelado cresceu 2,7%, somando 3,17 milhões de galões.

O relatório do USDA reforça que, dentro de um mesmo mês e de uma mesma cadeia produtiva, categorias vizinhas podem seguir trajetórias completamente opostas — um alerta para quem acompanha de perto os movimentos do mercado lácteo internacional.

*Produzido pela eDairyNews Br, com informações publicadas por eDairy News En

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