ESPMEXENGBRAIND
13 fev 2026
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⚡ Investimento em energia amplia capacidade, reduz perdas e abre espaço para novos projetos industriais em Santa Catarina.
⚡ Reforço na energia deve elevar eficiência industrial e sustentar crescimento do parque fabril.
⚡ Reforço na energia deve elevar eficiência industrial e sustentar crescimento do parque fabril.

Energia se consolida como vetor estratégico para a indústria láctea após um investimento superior a R$ 26 milhões destinado à implantação de um ramal de alta tensão em Santa Catarina.

A nova conexão elétrica deve remover limitações operacionais históricas e criar as condições técnicas para um novo ciclo de expansão industrial.

O projeto conecta a unidade da Laticínios Tirol, localizada na Linha Caçador, à subestação de 138 kV construída pelo Governo do Estado e pela Celesc em Treze Tílias. A entrega da obra está prevista para maio de 2026.

A infraestrutura permitirá elevar a capacidade elétrica em 7.500 kW. Na prática, o reforço responde a um ambiente produtivo marcado por oscilações de tensão e interrupções frequentes no fornecimento, fatores que vinham reduzindo a eficiência e provocando paradas nas linhas. Há registros de dezenas de interrupções em um único dia, com impacto direto no rendimento industrial.

Com maior estabilidade e confiabilidade energética, a expectativa é reduzir perdas operacionais e ampliar o controle dos processos produtivos. Para tomadores de decisão, o movimento sinaliza a crescente dependência da indústria de uma base elétrica robusta para sustentar produtividade e previsibilidade.

A restrição de energia era apontada como o principal entrave à ampliação das operações. Superado esse gargalo, a empresa projeta avançar em segmentos considerados estratégicos, como frios, requeijão e produtos fatiados, além de intensificar investimentos em automação industrial.

O plano também prevê a criação de cerca de 30 empregos diretos, com efeitos potenciais sobre o comércio local e a cadeia regional do agronegócio. O impacto extrapola o perímetro da fábrica ao indicar maior dinamismo econômico no entorno.

A viabilização do projeto esteve condicionada à construção da subestação pública. Sem essa infraestrutura, a expansão produtiva permaneceria limitada pelo fornecimento elétrico, evidenciando o papel da coordenação entre investimento privado e capacidade energética regional.

Do ponto de vista regulatório, a obra possui Licença Ambiental Prévia com dispensa de Licença Ambiental de Instalação nº 1665/2025 para a subestação da Linha Caçador. O projeto inclui medidas de controle de fauna e flora, monitoramento contínuo e procedimentos técnicos voltados à execução segura e ambientalmente adequada.

Em um setor cada vez mais orientado por escala e eficiência, o caso reforça um diagnóstico recorrente: capacidade industrial depende, de forma direta, da qualidade da infraestrutura energética disponível.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Visor Notícias

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