ESPMEXENGBRAIND
18 fev 2026
ESPMEXENGBRAIND
18 fev 2026
A transferência de embriões estrutura um programa que descentraliza tecnologia e fortalece a pecuária leiteira em assentamentos e pequenas propriedades.
A transferência de embriões é o eixo de uma estratégia que combina genética, capacitação técnica e controle biológico para ampliar renda e autonomia na agricultura familiar.
A transferência de embriões é o eixo de uma estratégia que combina genética, capacitação técnica e controle biológico para ampliar renda e autonomia na agricultura familiar.

A transferência de embriões passou a ocupar papel central em uma nova etapa de fortalecimento da pecuária leiteira na agricultura familiar brasileira.

A iniciativa reúne a Embrapa Gado de Leite, a Universidade Federal de São Carlos, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em dois projetos que combinam biotecnologia reprodutiva e inclusão produtiva.

O primeiro eixo é o “Treinamento de Médicos Veterinários em Transferência de Embriões”. O curso formou uma turma inicial de oito profissionais, com foco em reciclagem técnica em manejo reprodutivo, fisiologia, sanidade e fatores ambientais que impactam programas de embriões em bovinos.

A proposta vai além do procedimento em si. Inclui a preparação das receptoras e o cuidado com bezerras de alto valor genético, consideradas estratégicas para elevar produtividade e renda nas propriedades.

Do ponto de vista econômico, a capacitação busca reduzir custos estruturais. Ao formar mão de obra qualificada vinculada a assentamentos e pequenas propriedades, o projeto pretende ampliar a autossuficiência técnica e diminuir a dependência de serviços externos.

A lógica é clara: ao internalizar conhecimento e operação, o custo por procedimento tende a cair, ampliando a viabilidade da tecnologia para produtores de menor escala.

O segundo eixo, “Territórios do Leite: Agroecologia e Inclusão Produtiva”, conecta genética a práticas sustentáveis. As primeiras bezerras da raça Gir, oriundas das experiências iniciais de transferência de embriões em assentamento em Minas Gerais, já integram o programa.

A meta é acelerar o progresso genético do rebanho leiteiro dentro de sistemas produtivos familiares.

Em paralelo, a agenda incorpora controle biológico de pragas. Uma biofábrica inaugurada em janeiro, desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Emater-MG, passou a produzir insetos para combate natural a pragas que afetam milho e hortaliças.

A estratégia reduz a necessidade de defensivos químicos e contribui para sistemas mais sustentáveis, com impacto indireto na base alimentar das propriedades leiteiras.

O programa integra a iniciativa “Da Terra à Mesa Brasil”, do MDA, e tem abrangência nacional. A diretriz é descentralizar o acesso à tecnologia, formando veterinários que atuam em diferentes regiões para expandir a prática da transferência de embriões pelo país.

Para tomadores de decisão no setor lácteo, o movimento sinaliza três vetores combinados: difusão de biotecnologia reprodutiva, redução estrutural de custos via capacitação local e integração com práticas agroecológicas.

Em um segmento historicamente marcado por assimetrias tecnológicas, a estratégia aposta na inclusão produtiva como mecanismo de competitividade.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Compre Rural

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta