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16 jan 2026
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A nova lei autoriza leite integral e 2% nas escolas dos EUA, revertendo regras vigentes desde 2012 🥛
A lei entra em vigor gradualmente a partir do ano letivo 2026–2027 e impacta toda a cadeia láctea 🇺🇸
A lei entra em vigor gradualmente a partir do ano letivo 2026–2027 e impacta toda a cadeia láctea 🇺🇸

O leite integral voltará a fazer parte das refeições servidas nas escolas públicas dos Estados Unidos após o presidente Donald J. Trump sancionar a chamada Whole Milk for Healthy Kids Act, legislação que encerra mais de uma década de restrições a opções de maior teor de gordura no ambiente escolar.

A nova lei autoriza escolas participantes do National School Lunch Program — programa federal que atende cerca de 30 milhões de crianças em todo o país — a oferecer leite integral e leite com 2% de gordura, além das versões desnatada e semidesnatada já permitidas. Alternativas não lácteas, como bebidas vegetais fortificadas, continuam disponíveis mediante solicitação dos pais.

A sanção ocorre na esteira da divulgação das Dietary Guidelines for Americans 2025–2030, que voltam a reconhecer os lácteos integrais como parte de uma alimentação saudável. A mudança marca um realinhamento entre a política de nutrição escolar e as recomendações dietéticas federais mais recentes.

A cerimônia de assinatura ocorreu no Salão Oval e reuniu parlamentares de ambos os partidos, membros do alto escalão do governo, produtores rurais e famílias. A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, afirmou que a legislação trará benefícios tanto para os estudantes quanto para as comunidades rurais dependentes da produção de leite. Segundo ela, o retorno do leite integral representa uma decisão favorável às crianças, às famílias e aos produtores do setor lácteo.

A medida revoga, na prática, uma regra estabelecida em 2012 durante o governo Obama, no âmbito da Healthy Hunger-Free Kids Act. Naquele período, o fornecimento de leite nas escolas foi limitado a versões com baixo teor de gordura ou isentas de gordura, como parte de uma estratégia para combater a obesidade infantil.

Desde então, críticas recorrentes apontavam que muitos estudantes rejeitavam o leite desnatado, o que resultava em menor consumo de nutrientes essenciais, como cálcio e vitaminas lipossolúveis, além de aumento no desperdício de alimentos. Argumentava-se também que a política não levava em conta preferências alimentares nem evidências emergentes sobre o papel da gordura do leite na saciedade.

Estudos mais recentes passaram a indicar que crianças que consomem leite integral podem apresentar menor probabilidade de sobrepeso quando comparadas àquelas que consomem exclusivamente versões com menor teor de gordura. Embora o debate científico continue em evolução, esses dados contribuíram para a revisão das diretrizes alimentares e para a mudança de abordagem no ambiente escolar.

O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., classificou a nova legislação como uma correção tardia da política nutricional adotada no passado. Já Brooke Rollins destacou que a decisão também dialoga com o fortalecimento do setor lácteo nacional, que vem registrando crescimento nas exportações e maior demanda por produtos integrais.

De acordo com o texto da lei, a implementação será gradual, com início previsto para o ano letivo de 2026–2027. O cronograma escalonado permitirá que escolas, distritos e fornecedores ajustem suas cadeias de suprimento, avaliem a aceitação dos estudantes e organizem contratos de fornecimento compatíveis com as novas opções autorizadas.

A expectativa é que a mudança tenha impacto direto sobre milhões de alunos e represente uma das alterações mais significativas na política de nutrição escolar dos Estados Unidos nos últimos anos. Ao alinhar os cardápios escolares às recomendações alimentares atualizadas, o governo sinaliza uma inflexão no debate sobre gordura alimentar, nutrição infantil e escolhas baseadas em evidências.

Para o setor lácteo, a medida é vista como um estímulo adicional à demanda interna, especialmente em um contexto de expansão do consumo de produtos integrais. Para formuladores de políticas públicas, o retorno do leite integral às escolas reforça a tendência de revisão de estratégias adotadas na década anterior, incorporando novos dados científicos e avaliações de impacto prático no consumo real dos estudantes.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de theaustraliatoday.com.au

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