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3 mar 2026
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3 mar 2026
🔎 Exportações mostram dois caminhos: valor em proteínas na Argentina, preço firme na LPI uruguaia.
📉 Ajuste agregado esconde mudança estrutural no mix e na geração de valor. Exportações
📉 Ajuste agregado esconde mudança estrutural no mix e na geração de valor.

Exportações lácteas do Cone Sul iniciam 2026 em modo seleção.

O recuo de preço médio e de volume não sinaliza retração estrutural. Sinaliza reposicionamento competitivo. A disputa deixa de ser quantitativa e passa a ser qualitativa.

Os números mostram dois movimentos distintos entre Argentina e Uruguai. Ambos reduzem intensidade. Mas fazem isso de maneiras diferentes.

🇦🇷 Argentina

Primeira quinzena de janeiro de 2026

Indicadores gerais

  • Preço médio: USD 3.496,77/Ton

  • Variação: -5,01%

  • Volume exportado: 15.376,39 ton

  • Variação volume: -3,70%

  • Destinos: 33

  • Variação destinos: -10,8%

Produtos

  • Leite em Pó Integral: USD 3.447,53 | -4,71% | 5.345,81 ton

  • Leite em Pó Descremada: USD 2.934,24 | -0,83% | 1.737,12 ton

  • Queijo Semiduro: USD 3.959,70 | -1,48% | 3.897,76 ton

  • Queijo Duro: USD 6.172,05 | +1,47% | 630,98 ton

  • Manteiga: USD 4.844,75 | -2,19% | 1.029,71 ton

  • ButterMilk: USD 2.400,00 | 0,00% | 75 ton

  • Soro Permeado: USD 568,02 | +5,86% | 706,20 ton

  • Soro D40%: USD 1.294,93 | +9,56% | 671 ton

  • WPC 35%: USD 3.043,24 | +15,65% | 1.137,22 ton

  • WPC 80%: USD 6.955,88 | +2,92% | 145,60 ton

Tese Argentina

Há retração agregada, mas há avanço claro no núcleo de maior densidade tecnológica. O salto de 15,65% no WPC 35% e de 9,56% no D40% indica que o valor está migrando para proteínas.

Ao mesmo tempo, a redução de destinos revela menor dispersão comercial. A Argentina inicia o ano mais concentrada e mais seletiva.

Quem depende fortemente de leite em pó integral enfrenta ajuste de preço. Quem tem capacidade de extrair proteína do soro encontra prêmio relativo.

O país começa 2026 reduzindo amplitude, mas defendendo margem em segmentos específicos.

🇺🇾 Uruguai

Primeira quinzena de fevereiro de 2026

Indicadores gerais

  • Preço médio: USD 3.455,97/Ton

  • Variação: -1,62%

  • Volume exportado: 7.110,84 ton

  • Variação volume: -16,8%

  • Destinos: 32

  • Variação destinos: +3,2%

Produtos

  • Leite em Pó Integral: USD 3.547,99 | +5,00% | 5.890,66 ton

  • Leite em Pó Descremada: USD 2.923,80 | -2,11% | 406,59 ton

  • Queijo Semiduro: USD 4.829,37 | +7,80% | 87,63 ton

  • Queijo Duro: USD 5.787,08 | +3,21% | 126,44 ton

  • Manteiga: USD 5.174,80 | -4,37% | 135,95 ton

  • ButterMilk: sem exportações

  • Soro D40%: USD 1.353,83 | -1,88% | 463,56 ton

Tese Uruguai

O Uruguai reduz volume de forma mais intensa, mas preserva mercados e melhora preço em produtos estratégicos. A leite em pó integral sobe 5%. Queijos também avançam.

Aqui não há migração evidente para proteínas concentradas. Há sustentação do eixo tradicional de exportação com melhora relativa de preço.

É um movimento de estabilidade comercial com ajuste de escala.

Leitura de poder regional

A Argentina demonstra movimento de transição para maior densidade industrial. O Uruguai reforça competitividade na base tradicional.

Isso cria duas estratégias distintas no Prata:

  • Argentina tenta capturar valor via proteínas e ingredientes.

  • Uruguai defende preço em leite em pó integral e queijos.

Não é uma disputa por quem exporta mais toneladas. É uma disputa por quem captura mais valor por tonelada.

Se o padrão de valorização de proteínas continuar, a Argentina amplia vantagem em complexidade industrial.
Se o mercado priorizar volume e estabilidade em LPI, o Uruguai consolida posição.

O início de 2026 não aponta retração. Aponta reordenamento competitivo.
E o mix passa a ser mais decisivo que o volume bruto.

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