A Cosulati entrou em nova etapa operacional com o início das obras de recuperação de sua planta industrial em Capão do Leão.
A revitalização está sob responsabilidade da OZ Earth Participações e tem como marco previsto a realização de testes operacionais em dezembro de 2026, etapa que antecede a retomada da produção de leite em pó e manteiga.
O movimento altera o cenário imediato da cadeia regional ao sinalizar um cronograma concreto de recuperação da infraestrutura industrial. Para produtores, cooperativas e prestadores de serviço, o anúncio redefine expectativas quanto à futura captação de leite e à reativação de uma unidade com potencial de absorção de matéria-prima.
O que está sendo feito
O planejamento para 2026 concentra-se na recuperação estrutural da planta. Após diagnóstico realizado em janeiro e fevereiro, que incluiu revisão de sistemas elétricos, caldeiras e infraestrutura civil, foi definida uma lista de prioridades técnicas.
Entre os pontos centrais estão a modernização das unidades de tratamento de efluentes, sistemas de água e refrigeração, além de adequações elétricas. Também estão previstas adaptações para atendimento às exigências do Serviço de Inspeção Federal, licenciamento ambiental e alvarás de segurança. Esses requisitos são condição para que a unidade volte a produzir e comercializar dentro das normas vigentes.
A implantação do canteiro de obras marca a transição do diagnóstico para a execução física do projeto.
Por que importa para a cadeia do leite
A retomada da planta industrial da Cosulati impacta diretamente dois eixos da cadeia. O primeiro é a reorganização da captação de leite, mencionada como parte da estratégia de retomada considerada sustentável no material divulgado. Ao longo de 2026, a empresa prevê manter diálogo com produtores, cooperativas, sindicatos e órgãos técnicos, além de instituições como Emater, Embrapa e universidades.
O segundo eixo é o efeito econômico local. A fase de reforma prioriza a contratação de mão de obra e prestadores de serviços da própria região. Isso gera atividade antes mesmo da retomada produtiva e antecipa algum nível de dinamização econômica no entorno da unidade.
A combinação entre recuperação estrutural, cumprimento regulatório e articulação com elos da cadeia indica que a estratégia não se limita à obra física, mas envolve a preparação das condições operacionais e institucionais para o retorno da produção.
Próxima etapa: testes e produção
O cronograma divulgado aponta 2026 como ano dedicado à infraestrutura, com testes operacionais previstos para dezembro. Concluída essa fase, a intenção é iniciar a fabricação de leite em pó e manteiga.
Para o setor lácteo da Região Sul, o avanço das obras e o cumprimento do calendário serão determinantes para consolidar a retomada. Até lá, o foco está na execução técnica da modernização e na articulação com os fornecedores de matéria-prima que sustentarão a operação futura.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de Radiocom 104.5 FM






