ESPMEXENGBRAIND
4 mar 2026
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A Cooperativa Manfrey destina US$ 2,5 mi à automação e projeta crescer 4% em 2026 📈
Manfrey. Meta é processar 200 milhões de litros e ampliar presença externa 🥛
Meta é processar 200 milhões de litros e ampliar presença externa 🥛

A Manfrey direciona US$ 2,5 milhões para concluir o segundo módulo de seu tambo robotizado, movimento central do plano da cooperativa para 2026.

A decisão ocorre após a retração de 16% no consumo em 2024 e uma recuperação parcial em 2025, quando as vendas devem fechar com alta de 9,5% frente ao ano anterior, ainda abaixo dos níveis pré-crise.

O investimento em automação altera a base operacional da cooperativa. A finalização do novo módulo, prevista para maio ou junho de 2026, permitirá migrar animais do sistema convencional para um modelo totalmente automatizado. O impacto esperado está na produtividade, na rastreabilidade e na eficiência, variáveis que incidem diretamente sobre o custo por litro e a previsibilidade do fornecimento de matéria-prima.

Para 2026, a projeção é receber 200 milhões de litros de leite, crescimento de 4% em relação a 2025. A ampliação do volume, combinada à tecnificação, busca diluir custos fixos e fortalecer a competitividade em um ambiente de demanda ainda frágil.

A leitura estratégica da direção, presidida por Ercole Felippa, é direta: em um cenário de consumo débil, a variável de competição é o custo. Isso envolve não apenas a produção primária, mas também processos industriais, logística e distribuição. A cooperativa reforçou sua rede de centros de distribuição em diferentes províncias e otimizou a chamada última milha. A lógica é sustentar preços competitivos no ponto de venda sem comprometer qualidade, condição considerada essencial para retenção do consumidor.

Com forte presença no Centro e Norte do país, especialmente em Córdoba e Santiago del Estero, a Manfrey opera com portfólio diversificado que inclui leite em pó, leite fluido, queijos, creme, doce de leite, iogurtes e sobremesas. Essa diversificação funciona como mecanismo de gestão de risco comercial, distribuindo exposição entre categorias com dinâmicas distintas.

No mercado externo, entre 10% e 12% da produção é destinada a Chile, Brasil, Paraguai, Bolívia e Estados Unidos, com foco em doce de leite, além de Argélia e países da costa oeste africana. A estratégia exportadora integra o plano de escala e busca reduzir dependência exclusiva do mercado doméstico.

O contexto de consumo ainda é descrito como leve e incipiente, condicionado pela perda acumulada de poder aquisitivo. A consolidação de uma recuperação dependeria de estabilidade macroeconômica. Paralelamente, a cooperativa aponta a carga tributária como fator limitante. Segundo a direção, de cada 100 pesos pagos pelo consumidor por um produto lácteo, 40 correspondem a impostos, divididos entre tributos nacionais e gravames provinciais e municipais. Essa estrutura impacta o preço final e, portanto, o ritmo de recomposição da demanda.

No plano trabalhista, a preocupação concentra-se nos custos não salariais e na litigiosidade. A cooperativa sustenta que o salário representa apenas parte do custo total e alerta para o crescimento de ações judiciais mesmo em contextos de baixa sinistralidade. Defende reformas estruturais que reduzam a litigiosidade e abordem o 40% de informalidade no emprego, sem afetar direitos adquiridos.

Para a cadeia láctea, o movimento da Manfrey sinaliza que a resposta à volatilidade da demanda passa por escala, automação e controle de custos. A combinação entre aumento de volume, eficiência operacional e diversificação geográfica configura a base do plano 2026.

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*Escrito para o eDairyNews, com informações de PaP

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