O novo acordo de livre comércio firmado entre Índia e Nova Zelândia trouxe avanços significativos para a pauta exportadora, mas deixou de fora um setor estratégico: os lácteos.
Produtos como manteiga e queijo não foram incluídos na lista de bens beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas, o que mantém barreiras relevantes para a cadeia produtiva.
O pacto anunciado prevê a remoção ou redução de tarifas para 95% das exportações neozelandesas. Isso abre espaço para ganhos em diversas frentes, mas o setor lácteo permanece excluído. A decisão reflete a postura da Índia, que até o momento não abriu seu mercado de lácteos para nenhum país.
A ausência dos lácteos no acordo limita o potencial de expansão de um dos segmentos mais relevantes da Nova Zelândia.
O ministro do Comércio, Todd McClay, destacou que existe uma cláusula de salvaguarda: caso a Índia conceda acesso preferencial a outro país exportador de lácteos, a Nova Zelândia terá direito de negociar condições equivalentes. Esse mecanismo cria uma janela estratégica para futuras negociações e mantém o tema vivo na agenda bilateral.
A exclusão significa que manteiga e queijo continuam sujeitos a barreiras tarifárias, restringindo competitividade e acesso ao mercado indiano. Apesar do avanço em outros setores, o lácteo segue sem espaço imediato.
Processadores e fornecedores enfrentam a mesma limitação, enquanto produtores de leite veem adiada a possibilidade de ampliar presença em um mercado de grande escala.
O governo neozelandês sinaliza que continuará pressionando por abertura. McClay afirmou que, um ano após a entrada em vigor do acordo, haverá oportunidade de aprimorar os termos.
A estratégia passa por manter diálogo constante com a Índia e explorar a cláusula de reciprocidade. Para a cadeia láctea, o recado é claro: ainda não há acesso, mas o cenário pode evoluir se a Índia flexibilizar sua política de importação.
*Escrito para o eDairyNews, com informações de MSN






