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30 abr 2026
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Gigantes aplicam IA agentic para automatizar tarefas, apoiar decisões e reduzir perdas operacionais ⚙️
Pilotos com IA agentic mostram ganhos em produtividade, energia e qualidade das decisões 🧠
Pilotos com IA agentic mostram ganhos em produtividade, energia e qualidade das decisões 🧠

IA agentic na indústria de alimentos ganha escala com movimentos de Nestlé e Danone, que passam a aplicar sistemas mais autônomos não apenas para automatizar tarefas, mas para influenciar decisões e eficiência operacional ao longo da cadeia.

Diferente de modelos tradicionais, a IA agentic atua com maior autonomia, sendo capaz de definir ações com base em objetivos e dados disponíveis. Na prática, isso reduz a dependência de comandos detalhados e permite respostas mais dinâmicas em contextos operacionais e de gestão.

Na Nestlé, o uso está diretamente associado à produtividade e à reorganização do trabalho. A empresa já conta com mais de 100.000 colaboradores utilizando ferramentas de IA, incorporando elementos agentic em diferentes funções. Um dos focos está no autosserviço interno, especialmente em recursos humanos, onde sistemas baseados em IA atendem demandas operacionais e escalam o suporte, mantendo especialistas humanos para casos mais complexos.

O impacto também alcança a área comercial. A automação de tarefas repetitivas nas equipes de vendas libera tempo para atividades de maior valor, como relacionamento com clientes e iniciativas de crescimento. Esse deslocamento de esforço sugere uma mudança relevante: menos operação manual e mais foco em geração de receita.

Além da produtividade, a IA agentic avança sobre um campo mais sensível: a tomada de decisão. A Nestlé já aplica esses sistemas em finanças, apoiando gestores em temas como capital de giro, risco e alocação de recursos. A tecnologia consolida dados, gera relatórios consistentes e oferece uma visão integrada para decisões mais estruturadas.

A Danone, por sua vez, concentra seus testes na operação industrial. A empresa conduz pilotos com IA agentic para analisar dados produtivos, simular cenários e identificar oportunidades de melhoria. O foco está em reduzir desperdícios, otimizar desempenho e melhorar a eficiência energética.

Esse uso direto na planta industrial torna o impacto mais tangível. A capacidade de antecipar ajustes operacionais e reduzir perdas conecta a tecnologia a variáveis críticas de custo e eficiência, especialmente relevantes em cadeias intensivas como a láctea.

Outro ponto comum entre as empresas é o modelo de implementação. Apesar da maior autonomia, a IA agentic opera com supervisão humana e estruturas de governança. Isso indica uma adoção progressiva, na qual a tecnologia amplia a capacidade analítica, mas não elimina o controle humano sobre decisões estratégicas.

O avanço ainda ocorre em fase de pilotos e testes, mas o movimento das duas empresas sugere uma transição em curso. A IA deixa de ser uma ferramenta pontual e passa a integrar a base operacional e decisória.

Para a indústria, o sinal é claro: a combinação entre automação, análise e suporte à decisão tende a redefinir produtividade, estrutura de custos e qualidade da gestão. O diferencial competitivo passa a depender menos do acesso à tecnologia e mais da capacidade de integrá-la de forma consistente nas operações.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de FN

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