ESPMEXENGBRAIND
8 abr 2026
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🐄 Linha de crédito já soma 3.040 operações e apoia pequenos produtores.
Pronampe
💰 Programa libera capital de giro e alcança 196 municípios no primeiro mês

O Pronampe Leite iniciou suas operações com impacto imediato em Santa Catarina, movimentando R$ 84 milhões já em março, seu primeiro mês.

O volume, distribuído em 3.040 operações de crédito em 196 municípios, sinaliza rápida adesão dos produtores e ativação de liquidez no setor.

O desenho do programa prioriza pequenos e médios produtores, com foco direto em capital de giro. Na prática, trata-se de uma injeção de recursos voltada à manutenção da atividade e da renda no campo, em um contexto de queda recente nos preços do leite. Esse direcionamento coloca o crédito como instrumento de sustentação operacional, mais do que de expansão.

O mecanismo de acesso é estruturado a partir do tamanho do rebanho. O limite de financiamento chega a R$ 1.000 por matriz, com teto de R$ 50 mil por produtor. A segmentação também define o custo financeiro: produtores com até 30 matrizes têm acesso a juros zero, enquanto aqueles com rebanhos maiores pagam 6% ao ano, desde que mantenham os pagamentos em dia. Esse recorte cria uma diferenciação clara no incentivo, favorecendo unidades menores com custo financeiro reduzido.

O prazo total de 24 meses, incluindo 12 meses de carência, reforça o caráter emergencial da linha. A estrutura permite ao produtor recompor fluxo de caixa antes de iniciar a amortização, o que pode ser decisivo para a continuidade da produção em períodos de pressão sobre margens.

Do ponto de vista operacional, o acesso exige comprovação objetiva da atividade. O produtor precisa apresentar relatório atualizado do SIGEN e da Cidasc, além de nota fiscal de venda de leite em 2025. A exigência de documentação recente e validada indica um controle mais rigoroso na concessão, alinhando o crédito à produção efetiva.

A execução ocorre por meio do BRDE, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A articulação institucional viabiliza a capilaridade do programa, com acesso via cooperativas de crédito nos municípios, o que facilita a distribuição dos recursos.

O volume total previsto de R$ 240 milhões indica que o programa ainda tem espaço relevante para expansão após o primeiro mês. A velocidade inicial de contratação sugere demanda reprimida por crédito específico no setor leiteiro.

Para a cadeia, o movimento aponta para um alívio financeiro imediato na base produtiva. A liberação de capital de giro tende a sustentar a atividade no curto prazo, reduzindo o risco de interrupções na produção e preservando o fluxo de matéria-prima. Ao mesmo tempo, a diferenciação nas condições de juros pode influenciar a dinâmica entre produtores de diferentes escalas.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Secretaria da Agricultura e Pecuária

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