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7 maio 2026
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👶 Whey protein virou alternativa a doces e achocolatados, mas excesso de proteína preocupa especialistas em nutrição infantil.
🧃 Pais buscam opções “mais saudáveis”, porém médicos alertam para impactos do excesso de proteína na infância.
🧃 Pais buscam opções “mais saudáveis”, porém médicos alertam para impactos do excesso de proteína na infância.

O whey protein saiu das academias e entrou nas lancheiras.

Em muitas casas, o suplemento passou a substituir achocolatados, doces e até lanches rápidos, impulsionado pela ideia de uma alimentação “mais saudável” para as crianças. Mas especialistas fazem um alerta direto: whey protein não é necessário para crianças saudáveis — e o excesso pode trazer problemas.

O whey protein, derivado do soro do leite, é conhecido pelo alto teor de proteína e pelo uso entre adultos, principalmente ligados ao esporte e à musculação. O problema é que o organismo infantil funciona de maneira muito diferente.

Segundo recomendações nutricionais, crianças pequenas precisam de quantidades relativamente baixas de proteína ao longo do dia. Entre 1 e 3 anos, por exemplo, a necessidade média gira em torno de 13 gramas diárias. Uma única dose de whey pode ultrapassar facilmente 20 ou 25 gramas.

É justamente esse desequilíbrio que preocupa pediatras e nutricionistas. A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso rotineiro de suplementos como whey protein para crianças saudáveis. A orientação acompanha o posicionamento de entidades internacionais, que defendem suplementação apenas em casos específicos e sempre com acompanhamento profissional.

Entre os principais pontos de atenção está a sobrecarga nos rins, ainda em desenvolvimento na infância. Estudos indicam que o excesso de proteína pode elevar substâncias como ureia e creatinina no organismo, aumentando o esforço renal.

Outro efeito indireto preocupa especialistas: o suplemento pode acabar ocupando o espaço de alimentos naturais importantes para o crescimento. Quando whey entra na rotina sem necessidade, há risco de redução no consumo de frutas, fibras, vitaminas e outros nutrientes fundamentais.

Além disso, muitos produtos são classificados como ultraprocessados e contêm aromatizantes, adoçantes e emulsificantes. Esses componentes não são recomendados para consumo frequente por crianças pequenas, especialmente em uma fase em que hábitos alimentares ainda estão sendo formados.

Especialistas também observam um aspecto cultural nessa tendência. Ao oferecer suplementos desde cedo, famílias podem transmitir a ideia de que crescimento saudável depende de produtos industrializados, quando, na maioria dos casos, leite, ovos, carnes, feijão e outras leguminosas já atendem perfeitamente às necessidades nutricionais.

Isso não significa que o whey protein seja proibido em todas as situações. Crianças com desnutrição, seletividade alimentar severa ou condições clínicas específicas podem precisar de suplementação. Mas, nesses casos, a indicação deve partir de um pediatra ou nutricionista, após avaliação individualizada.

No fim, o consenso é simples: para crianças saudáveis, comida de verdade continua sendo a principal fórmula para crescer bem.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Folha BV

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