ESPMEXENGBRAIND
15 maio 2026
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15 maio 2026
🌎 A operação brasileira ganhou protagonismo no resultado da JBS em meio ao aumento global dos custos do gado.
JBS
💰 Receita recorde no Brasil e avanço em proteínas acessíveis ajudaram a equilibrar um trimestre mais desafiador.

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de receita e lucro positivo em um cenário marcado por forte pressão no custo do gado em diferentes mercados.

O resultado reforça como a diversificação entre proteínas e geografias continua sendo um dos principais mecanismos de proteção operacional da companhia.

A receita líquida alcançou US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, com avanço de 11% sobre o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido foi de US$ 221 milhões. Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado principalmente pelas operações brasileiras e pela consistência da Seara nos mercados interno e externo.

O trimestre evidenciou uma dinâmica relevante para o setor global de proteínas: enquanto o bovino nos Estados Unidos atravessa uma das fases mais pressionadas do ciclo pecuário, outras plataformas do grupo passaram a exercer papel compensatório. O caso mais evidente foi a JBS Brasil, que registrou receita líquida recorde para um primeiro trimestre, apoiada pela demanda internacional e pela diversificação dos destinos de exportação.

Mesmo com o avanço da receita, a rentabilidade da operação brasileira sofreu impacto do aumento no custo do gado. De acordo com os dados citados pela companhia, o preço médio do boi gordo subiu em relação ao primeiro trimestre de 2025, refletindo um ambiente de forte demanda internacional.

Nos Estados Unidos, a divisão de carne bovina enfrentou o cenário mais adverso do grupo. A combinação entre menor disponibilidade de animais e aumento do custo de aquisição pressionou as operações e levou a um EBITDA negativo na unidade. Como resposta, a empresa avançou em ajustes organizacionais e operacionais voltados à simplificação da estrutura e ganho de eficiência.

Enquanto isso, outras proteínas mantiveram desempenho mais favorável. A JBS USA Pork registrou margem EBITDA de 13,5%, apoiada pela demanda doméstica por proteínas acessíveis e pela expansão do portfólio de produtos de marca e maior valor agregado.

Na mesma linha, a Seara manteve crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações, mesmo diante de um ambiente operacional mais complexo em mercados-chave. A companhia reforçou investimentos em marca, inovação e ampliação do portfólio de produtos de maior valor agregado.

A Pilgrim’s Pride também mostrou estabilidade operacional apesar dos impactos climáticos registrados no inverno. A empresa aproveitou o período para realizar modernizações industriais e ajustes no mix de produtos voltados ao crescimento nos próximos meses.

Na Austrália, o aumento dos custos do gado também pressionou o ambiente operacional, mas maiores volumes no mercado interno e externo ajudaram a sustentar a receita. A companhia destacou ganhos de produtividade e execução operacional como fatores de suporte à margem.

Além da operação industrial, o trimestre mostrou uma preocupação maior com disciplina financeira e geração de caixa. A JBS ampliou investimentos em Capex e, ao mesmo tempo, reforçou sua estratégia de gestão da dívida, alongando prazos e mantendo a alavancagem dentro da meta definida pela companhia.

O conjunto dos resultados mostra uma indústria cada vez mais dependente de flexibilidade operacional, diversificação de mercados e capacidade de adaptação entre proteínas. Em um ambiente de custos elevados e ciclos pecuários pressionados, escala global sozinha já não garante estabilidade de margem. A diferença passa a estar na velocidade de ajuste e na capacidade de redistribuir o peso do resultado entre diferentes operações.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Aditivos & Ingredientes

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