ESPMEXENGBRAIND
16 jul 2026
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💙 Depois de um dos momentos mais difíceis da propriedade, a família voltou à pecuária leiteira produzindo 450 litros por dia.
🐄 Um diagnóstico obrigou um produtor de leite a recomeçar do zero. Com indenização e um novo rebanho, a produção voltou a crescer.
🐄 Um diagnóstico obrigou um produtor de leite a recomeçar do zero. Com indenização e um novo rebanho, a produção voltou a crescer.

Há momentos em que uma propriedade rural deixa de ser medida pelo número de vacas ou pelos litros de leite produzidos.

Para o produtor de leite Daniel Michels, de Braço do Norte (SC), esse momento chegou quando os exames sanitários oficiais começaram a apontar um resultado que mudaria completamente a história da fazenda.

O primeiro teste condenou 27 animais. A expectativa era de que o problema terminasse ali. Mas novos exames confirmaram outros casos até que a dimensão da perda ficou evidente: do rebanho de 82 vacas, apenas dez animais permaneceram na propriedade.

A decisão seguinte foi inevitável. O rebanho precisou ser encerrado e a fazenda entrou em vazio sanitário, interrompendo uma atividade que sustentava a rotina da família havia anos.

Mais do que a interrupção da produção, Daniel descreve aquele período como a perda de uma história construída ao longo da vida. Segundo o produtor, as noites seguintes ao diagnóstico e ao abate foram marcadas pela incerteza. O impacto não era apenas financeiro, mas emocional para toda a família.

O caminho de volta começou somente depois do cumprimento do vazio sanitário. A indenização recebida por meio do Fundesa (Fundo Estadual de Sanidade Animal) permitiu iniciar uma nova etapa. Os recursos foram utilizados para reformar a estrutura da propriedade e adquirir um novo rebanho, tornando possível o retorno da atividade leiteira.

Hoje, a paisagem da fazenda voltou a ser diferente. Daniel e a esposa retomaram a produção e alcançam cerca de 450 litros de leite por dia. Segundo ele, sem a compensação financeira recebida pelos animais abatidos, a continuidade da propriedade dificilmente teria sido viável.

A experiência também ilustra o funcionamento do sistema de indenização para casos de abate sanitário em Santa Catarina. De acordo com os dados apresentados, o Fundesa destinou aproximadamente R$ 20 milhões a produtores catarinenses ao longo de 2025.

Segundo Daniela do Carmo, diretora de Qualidade e Defesa Agropecuária do Estado, esse mecanismo permite que as medidas sanitárias sejam executadas com rapidez e oferece condições para que os produtores reconstruam suas atividades.

Para Daniel Michels, porém, os números contam apenas parte da história. O verdadeiro resultado está na possibilidade de voltar ao estábulo todos os dias e ver a produção recomeçar depois de um dos períodos mais difíceis enfrentados pela família.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por CPG Click Petróleo e Gás

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