ESPMEXENGBRAIND
25 maio 2026
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Brasil segue como principal mercado para expansão da tecnologia no leite 🌎
tecnologia
Modelo por assinatura reduz barreiras e acelera digitalização nas fazendas leiteiras 🐄

O avanço do monitoramento animal na pecuária leiteira brasileira começa a revelar uma mudança mais profunda do que a adoção de novas ferramentas digitais. O que está em curso é a transformação da tecnologia em parte da infraestrutura operacional das fazendas.

A expansão da Cowmed ajuda a ilustrar esse movimento. A empresa projeta crescer 65% em faturamento em 2026 e espera encerrar o ano com receita próxima de R$ 30 milhões, impulsionada principalmente pela demanda brasileira por sistemas de monitoramento contínuo de vacas leiteiras.

O dado mais relevante talvez não esteja apenas na tecnologia embarcada nas coleiras inteligentes, mas no modelo de acesso construído ao redor dela. A cobrança mensal por animal monitorado, entre R$ 22 e R$ 23, reduz a necessidade de investimento inicial elevado e altera a lógica de adoção tecnológica dentro das propriedades.

Na prática, isso aproxima ferramentas antes associadas a grandes operações de produtores de pequeno e médio porte. O sistema deixa de ser tratado como investimento pontual ou projeto experimental e passa a funcionar como serviço operacional contínuo.

Esse movimento acontece em paralelo ao aumento da pressão por eficiência produtiva, rastreabilidade e maior controle de perdas na cadeia do leite. Cooperativas e indústrias vêm ampliando exigências ligadas à produtividade e à qualidade, acelerando a incorporação de ferramentas de monitoramento em tempo real no manejo diário.

Outro ponto relevante é que, mesmo com operações iniciadas em países como Paraguai, México e Uruguai, cerca de 90% do crescimento esperado pela empresa segue concentrado no Brasil. O dado sugere que o mercado brasileiro ainda possui amplo espaço para expansão tecnológica dentro da pecuária leiteira.

A avaliação reforça a percepção de que a digitalização do setor ainda está em fase inicial em grande parte das fazendas, especialmente quando se observa o potencial de escala frente ao tamanho do rebanho nacional e ao processo contínuo de modernização da atividade.

Ao mesmo tempo, os dados coletados pelos sensores mostram quais áreas passam a ganhar centralidade na gestão das propriedades. Alimentação, ruminação, atividade, repouso, estresse térmico e comportamento de monta deixam de ser apenas indicadores observacionais e passam a alimentar sistemas de decisão em tempo real.

A integração entre reprodução, nutrição e produtividade aparece como um dos principais vetores dessa nova etapa do manejo leiteiro. A identificação de cio e sinais de estresse térmico, por exemplo, conecta diretamente monitoramento comportamental com eficiência reprodutiva e desempenho econômico da fazenda.

As informações captadas pelas coleiras são processadas por um sistema de inteligência artificial desenvolvido pela própria empresa, responsável por gerar alertas e recomendações operacionais voltadas à saúde animal, reprodução e manejo nutricional.

Mais do que automatizar rotinas, o avanço dessas plataformas indica uma mudança na forma como dados passam a participar das decisões dentro da pecuária leiteira. O monitoramento contínuo deixa de ocupar espaço periférico e começa a se consolidar como ferramenta estrutural de gestão produtiva.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por CNN Brasil

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