ESPMEXENGBRAIND
26 maio 2026
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🌱 Cientistas descobriram que o leite pode formar um biofilme protetor nas folhas da soja, ajudando a controlar o oídio sem químicos pesados.
🥛 Além de alimento, o leite mostrou capacidade de proteger plantas contra doenças e até atuar como “protetor solar” natural.
🥛 Além de alimento, o leite mostrou capacidade de proteger plantas contra doenças e até atuar como “protetor solar” natural.

Leite: você já imaginou que, além de estar no café da manhã, ele poderia servir como escudo contra doenças da soja?

Pois é, pesquisadores brasileiros mostraram que o leite integral pode formar um biofilme nas folhas da planta e ajudar a controlar o temido oídio, uma doença que pode causar perdas de até 60% na lavoura.

O Brasil, maior produtor mundial de soja, registrou em 2024 um crescimento de 13,4% na safra em relação ao ano anterior. Mas junto com o avanço da produção, crescem também os desafios fitossanitários. O oídio da soja, causado pelo fungo Erysiphe diffusa, altera processos fisiológicos da planta e ameaça a rentabilidade dos produtores.

Até agora, os principais métodos de controle envolviam fungicidas químicos e cultivares resistentes. O problema é que o uso contínuo de químicos seleciona patógenos resistentes e traz impactos à saúde e ao ambiente.

Foi nesse cenário que cientistas da Embrapa Meio Ambiente testaram uma alternativa curiosa: pulverizar leite integral nas folhas da variedade BMX Potência. As aplicações semanais, em diferentes concentrações (10% a 40%), mostraram resultados consistentes.

Em todos os ensaios, o leite reduziu significativamente a severidade da doença em comparação à testemunha sem tratamento. Curiosamente, não houve diferença entre as doses mais altas — o efeito protetor já se estabilizava a partir de 20%.

O detalhe mais intrigante veio da microscopia: todas as folhas tratadas apresentavam um biofilme homogêneo recobrindo as células epidérmicas. Esse filme parece ser a chave para impedir o avanço do fungo.

E há mais: sob luz ultravioleta, o leite absorveu radiação e emitiu luz azul, funcionando como um “protetor solar” natural para a planta. Isso sugere que o leite pode ajudar não só contra estresses bióticos (como doenças), mas também contra estresses abióticos, como excesso de radiação.

Em tempos de busca por soluções sustentáveis, o estudo abre espaço para imaginar novos usos de um produto tão cotidiano. Quem diria que o mesmo leite que chega à mesa poderia também proteger a soja no campo?

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal Embrapa

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