A captação de leite em Mato Grosso registrou forte retração no primeiro trimestre de 2026 e alcançou o menor volume para o período desde 2006, em um cenário oposto ao observado no restante do país.
Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base na Pesquisa Trimestral do Leite (PTL) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil captou 6,78 bilhões de litros entre janeiro e março, estabelecendo o maior volume já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.
O desempenho nacional foi impulsionado principalmente pela Região Sul, responsável por 41,17% de todo o leite captado no país e que ampliou a produção em 7,45% na comparação com o mesmo período de 2025. Minas Gerais também manteve sua liderança entre os estados, com 1,67 bilhão de litros, resultado 1,62% superior ao do primeiro trimestre do ano anterior.
Em Mato Grosso, entretanto, o movimento foi inverso. A captação caiu 14,82% em relação ao primeiro trimestre de 2025, totalizando 86,74 milhões de litros.
De acordo com o Imea, esse foi o menor volume registrado para um primeiro trimestre desde 2006. O instituto atribui o resultado à saída de um grande laticínio da região Oeste do estado e à redução do número de produtores de leite em atividade, cenário relacionado aos elevados custos de produção.
O contraste evidencia que, embora o setor leiteiro brasileiro tenha iniciado 2026 com um recorde de captação, a realidade não foi uniforme entre os estados. Enquanto importantes regiões produtoras ampliaram seus volumes, Mato Grosso encerrou o trimestre com um dos resultados mais baixos de sua série recente.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agrolink






