ESPMEXENGBRAIND
21 jul 2026
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🥛 Produtor paranaense recebeu R$ 2,70 por litro em junho, alta de 2,37% no mês, segundo boletim da Seab/Deral.
📈 Oferta menor típica do inverno eleva o valor pago ao produtor, mesmo com o UHT recuando levemente no varejo.
📈 Oferta menor típica do inverno eleva o valor pago ao produtor, mesmo com o UHT recuando levemente no varejo.

O leite ao produtor voltou a subir no Paraná em junho.

Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o litro entregue à indústria foi pago, em média, a R$ 2,70 — uma alta de 2,37% frente a maio.

O movimento acompanha um padrão sazonal conhecido pelo setor: com a chegada do inverno, as temperaturas mais baixas reduzem a produção nas principais regiões leiteiras do Estado, e a oferta mais restrita pressiona os preços pagos ao produtor para cima.

Na comparação com junho de 2025, ainda há uma diferença negativa, de -4,68%. O número, porém, é menor do que vinha sendo registrado nos meses anteriores, o que o Deral interpreta como sinal de recuperação gradual da remuneração ao produtor — mesmo que os valores atuais permaneçam abaixo dos praticados um ano atrás.

O cenário no varejo caminhou em direção oposta. O leite longa vida (UHT) teve leve recuo nas prateleiras paranaenses, passando de R$ 5,35 para R$ 5,32 por litro. A queda foi discreta e não reverte a tendência de alta observada ao longo do último ano: na comparação anual, o UHT acumula avanço de 6,84% sobre junho de 2025, reflexo dos custos da cadeia produtiva e da menor oferta nos meses mais frios.

Para os próximos meses, o Deral projeta manutenção dos preços em patamares elevados. A avaliação é de que o inverno — período de produção mais baixa em todo o país — deve continuar sustentando as cotações tanto ao produtor quanto ao consumidor. Uma eventual reversão dessa tendência, segundo o boletim, só deve ocorrer com o avanço da primavera, quando o fim das temperaturas baixas costuma trazer maior volume de produção e, com isso, alívio nos preços.

Até lá, o quadro deve seguir favorável ao produtor paranaense, enquanto o consumidor continua pagando mais caro pelos derivados lácteos nas gôndolas.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal do Agronegócio

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