O custo de produção de leite coloca a Argentina na posição mais competitiva da América Latina, segundo um levantamento elaborado com informações da OCLA, INALE, FEPALE, USDA e estudos nacionais referentes ao período de 2024 e 2025.
De acordo com as estimativas, produzir um litro de leite no país custa entre US$ 0,31 e US$ 0,36, o menor valor registrado entre os países analisados. Na sequência aparecem Uruguai, com custos entre US$ 0,34 e US$ 0,39, e Paraguai, entre US$ 0,35 e US$ 0,40, formando o grupo dos sistemas mais competitivos da região sob a ótica dos custos de produção.
O levantamento ressalta que as comparações devem ser interpretadas com cautela, já que cada país utiliza metodologias distintas para calcular seus indicadores. Ainda assim, os dados permitem identificar diferenças importantes na estrutura de custos entre os principais produtores latino-americanos.
Na faixa intermediária do ranking aparecem Nicarágua, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Guatemala, México e Honduras, com custos estimados entre US$ 0,38 e US$ 0,54 por litro, dependendo do país.
Os maiores custos estimados do estudo correspondem a El Salvador, Costa Rica, República Dominicana e Panamá, onde produzir um litro de leite varia entre US$ 0,47 e US$ 0,60.
Além da comparação entre países, o levantamento mostra que a alimentação do rebanho continua sendo o principal componente econômico da atividade leiteira. Dependendo do sistema produtivo, esse item representa entre 52% e 65% do custo total de produção, superando despesas com mão de obra, sanidade, energia e reposição de animais.
Esse peso explica por que oscilações nos preços de grãos, forragens e suplementos influenciam diretamente os resultados econômicos das propriedades leiteiras.
O estudo também reúne alguns indicadores médios da produção leiteira latino-americana. Entre eles, destaca um preço médio pago ao produtor de aproximadamente US$ 0,46 por litro, produção média de 2.150 litros por vaca ao ano e a participação da alimentação entre 52% e 65% dos custos totais.
Os responsáveis pelo levantamento observam que os números são estimativas construídas a partir de estudos setoriais realizados em 2024 e 2025 e que podem variar conforme a região, o sistema de produção e a metodologia adotada em cada país. Mesmo assim, consideram que os dados oferecem uma referência para acompanhar a competitividade da produção leiteira na América Latina e apoiar decisões relacionadas à eficiência e aos custos da atividade.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por EDairyNews Es






