A produção de leite dos EUA continua avançando em ritmo consistente. No segundo trimestre de 2026, o país produziu 60,2 bilhões de libras de leite, volume 2,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Ao mesmo tempo, o rebanho leiteiro nacional chegou a 9,67 milhões de vacas, um acréscimo de 192 mil animais em relação a 2025.
O resultado reflete a combinação de dois movimentos que vêm ocorrendo simultaneamente: o aumento do número de vacas em produção e a melhora do desempenho produtivo de cada animal. Essa dupla evolução mantém a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Somente em junho, os 24 principais estados produtores responderam por 18,9 bilhões de libras de leite, também com crescimento de 2,4% sobre junho do ano anterior. Nesses estados, o rebanho atingiu 9,23 milhões de cabeças, com incremento anual de 185 mil vacas. Além disso, a produção média chegou a 2.051 libras por vaca, sete libras acima do mesmo mês de 2025.
Os números mostram que a expansão não depende apenas do aumento do rebanho. Mesmo um ganho relativamente pequeno de produtividade por animal representa centenas de milhões de libras adicionais quando aplicado a milhões de vacas em produção.
A distribuição desse crescimento, entretanto, não foi homogênea entre os estados. O Kansas registrou o maior avanço percentual, com alta de 16,7% na produção, alcançando 475 milhões de libras. O estado também ampliou seu rebanho em 34 mil animais. Oregon cresceu 8,1%, Colorado avançou 5,1%, Texas aumentou 4,9%, Geórgia registrou alta de 5,8% e Flórida expandiu sua produção em 4,6%.
Já entre os tradicionais líderes da atividade, os resultados foram mais moderados. A Califórnia, maior produtora do país, apresentou crescimento de 0,2%, atingindo 3,437 bilhões de libras. Wisconsin aumentou 1,6%, totalizando 2,741 bilhões de libras. Em sentido contrário, Washington recuou 0,4%, Virgínia caiu 0,9% e a Pensilvânia praticamente permaneceu estável.
Os dados também confirmam que a expansão vem ocorrendo de forma contínua durante o ano. Após crescimento de 3,1% no primeiro trimestre, as variações mensais permaneceram positivas entre janeiro e junho, enquanto o rebanho nacional adicionou 44 mil vacas entre o primeiro e o segundo trimestre.
Segundo Phil Plourd, da Wisconsin Dairy Products Association e consultor da Ever.Ag, a sequência de crescimento já alcança 18 meses consecutivos na comparação anual. Ainda assim, ele observa que as condições climáticas recentes e a evolução dos preços do gado poderão influenciar os próximos resultados, especialmente durante o verão.
Os dados do USDA abrangem apenas o período até junho, mas mostram uma trajetória consistente de expansão ao longo do primeiro semestre. A continuidade desse movimento dependerá de fatores como custos de alimentação, demanda internacional, condições climáticas, preços do gado e evolução da adoção de tecnologias nas fazendas leiteiras.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Herd






