O produtor de leite brasileiro fechou maio de 2026 com um cenário mais favorável no bolso, mesmo sem grandes saltos no preço recebido.
Segundo o Boletim Indicadores Leite e Derivados, elaborado pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite, o preço médio do leite pago ao produtor no país chegou a R$ 2,67 por litro, uma alta de 0,9% em relação a maio do ano passado e de 0,3% frente a abril.
O detalhe que mais interessa a quem está na porteira, porém, está na conta da ração. Em maio, foram necessários 29,9 litros de leite para comprar uma mistura de 60 quilos composta por 70% de milho e 30% de farelo de soja — número inferior ao registrado em abril. Essa relação de troca mais favorável reflete o recuo nos custos dos insumos usados na alimentação do rebanho, o que significa que o produtor precisou entregar menos litros de leite para bancar o mesmo volume de ração.
Nem todos os estados produtores, no entanto, seguiram a mesma trajetória. Minas Gerais registrou o maior valor médio do país, com R$ 2,77 por litro, e também puxou a alta mensal, com avanço de 2%. Goiás também subiu, 1,6%, fechando o mês em R$ 2,63. Já Paraná, que pagou R$ 2,70 por litro, teve queda de 3% na comparação com abril — a maior retração entre os estados monitorados. Santa Catarina (R$ 2,63) recuou 2,2% e Rio Grande do Sul (R$ 2,49) caiu 1,1%. São Paulo completou a lista com R$ 2,68 por litro.
Do lado do consumidor, o movimento foi de estabilidade. O índice de preços do setor lácteo avançou apenas 0,2% em junho, com acumulado de 3,3% nos últimos 12 meses, conforme dados do IPCA/IBGE compilados pela Embrapa. Entre os derivados, o iogurte teve a maior alta mensal, de 0,7%, seguido pelos queijos, com 0,5%. Na direção oposta, o leite UHT recuou 0,2% e a manteiga caiu 0,4%. Leite condensado e leite em pó tiveram variação positiva de 0,1% no período.
Para o CILeite, a leitura desses números aponta para um mercado equilibrado: o produtor mantém preços levemente acima dos praticados um ano atrás, ganha fôlego na compra de insumos e ainda encontra um varejo com reajustes moderados nos principais produtos lácteos — um cenário que reduz a pressão de custos nas duas pontas da cadeia.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por O Presente Rural






