Uma comitiva de produtores rurais da Zona Sul do Rio Grande do Sul viajou até Brasília para tentar reverter, na Justiça do Trabalho, o destino dado ao patrimônio da Cosulati.
O grupo, liderado pelo deputado estadual Dr. Thiago Duarte, se reuniu com o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Hugo Carlos Scheuermann para pedir a anulação do leilão de bens da cooperativa, promovido pela antiga gestão.
Segundo o advogado Josino Silveira, integrante da comitiva, o pedido não busca impedir a venda do patrimônio, mas garantir que ela ocorra de forma transparente e dentro dos princípios legais. Na avaliação dele, isso é o que pode assegurar que, além dos créditos trabalhistas já reconhecidos, outros credores da cooperativa — entre eles os produtores que forneceram leite à Cosulati — também recebam os valores que têm a receber.
O ministro ouviu os representantes dos produtores e afirmou que vai avaliar o processo de venda da cooperativa.
Para o deputado Dr. Thiago Duarte, os produtores rurais que abasteceram a Cosulati cumpriram sua parte no negócio e não podem arcar com o prejuízo de decisões tomadas pela antiga administração. “Esses produtores trabalharam, produziram e cumpriram a sua parte.
Não podem ser penalizados por problemas que não foram causados por eles. Nosso compromisso é buscar diálogo, justiça e uma solução que preserve os direitos dessas famílias, que dependem da atividade leiteira para seu sustento, e dos trabalhadores que precisam ter seus direitos garantidos”, afirmou.
A movimentação da comitiva ganhou repercussão depois que circularam informações de que o pedido teria como objetivo prejudicar os ex-funcionários da cooperativa. O deputado rebateu essa leitura e negou qualquer intenção de reduzir direitos trabalhistas. “Ninguém busca tirar o direito do trabalhador. O que queremos é garantir uma solução justa, que também contemple os produtores que investiram e confiaram na cooperativa”, declarou.
A expectativa da comitiva agora é que o TST consiga equilibrar as duas frentes: preservar os direitos já reconhecidos aos trabalhadores da Cosulati e, ao mesmo tempo, dar tratamento isonômico aos produtores rurais que também figuram como credores da cooperativa.
Enquanto isso, produtores e representantes seguem aguardando uma resposta do Poder Judiciário sobre o processo de venda dos bens.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal Tradição Regional






