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7 ago 2026
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🐄 Comitiva gaúcha foi a Brasília cobrar resposta sobre o destino do patrimônio da cooperativa. Entenda o que está em jogo.
⚖️ Produtores que forneceram leite à Cosulati querem mudar as regras da venda dos bens da cooperativa. Veja os detalhes do pedido.
⚖️ Produtores que forneceram leite à Cosulati querem mudar as regras da venda dos bens da cooperativa. Veja os detalhes do pedido.

Uma comitiva de produtores rurais da Zona Sul do Rio Grande do Sul viajou até Brasília para tentar reverter, na Justiça do Trabalho, o destino dado ao patrimônio da Cosulati.

O grupo, liderado pelo deputado estadual Dr. Thiago Duarte, se reuniu com o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Hugo Carlos Scheuermann para pedir a anulação do leilão de bens da cooperativa, promovido pela antiga gestão.

Segundo o advogado Josino Silveira, integrante da comitiva, o pedido não busca impedir a venda do patrimônio, mas garantir que ela ocorra de forma transparente e dentro dos princípios legais. Na avaliação dele, isso é o que pode assegurar que, além dos créditos trabalhistas já reconhecidos, outros credores da cooperativa — entre eles os produtores que forneceram leite à Cosulati — também recebam os valores que têm a receber.

O ministro ouviu os representantes dos produtores e afirmou que vai avaliar o processo de venda da cooperativa.

Para o deputado Dr. Thiago Duarte, os produtores rurais que abasteceram a Cosulati cumpriram sua parte no negócio e não podem arcar com o prejuízo de decisões tomadas pela antiga administração. “Esses produtores trabalharam, produziram e cumpriram a sua parte.

Não podem ser penalizados por problemas que não foram causados por eles. Nosso compromisso é buscar diálogo, justiça e uma solução que preserve os direitos dessas famílias, que dependem da atividade leiteira para seu sustento, e dos trabalhadores que precisam ter seus direitos garantidos”, afirmou.

A movimentação da comitiva ganhou repercussão depois que circularam informações de que o pedido teria como objetivo prejudicar os ex-funcionários da cooperativa. O deputado rebateu essa leitura e negou qualquer intenção de reduzir direitos trabalhistas. “Ninguém busca tirar o direito do trabalhador. O que queremos é garantir uma solução justa, que também contemple os produtores que investiram e confiaram na cooperativa”, declarou.

A expectativa da comitiva agora é que o TST consiga equilibrar as duas frentes: preservar os direitos já reconhecidos aos trabalhadores da Cosulati e, ao mesmo tempo, dar tratamento isonômico aos produtores rurais que também figuram como credores da cooperativa.

Enquanto isso, produtores e representantes seguem aguardando uma resposta do Poder Judiciário sobre o processo de venda dos bens.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal Tradição Regional

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