A defesa do nome parmesão entrou formalmente na pauta diplomática entre Estados Unidos e Equador.
Em 13 de julho, em Quito, a National Milk Producers Federation (NMPF) e o U.S. Dairy Export Council (USDEC) assinaram um Memorando de Entendimento com a Associação de Produtores Pecuários da Serra e Oriente (AGSO), uma das principais cooperativas agrícolas do Equador.
O acordo compromete as partes a se opor a esforços de outros países que busquem restringir o uso de denominações genéricas de queijos, como “parmesão”, em fóruns internacionais como o Codex Alimentarius e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Além da defesa desses nomes comuns, o memorando prevê cooperação entre os dois setores lácteos em troca de conhecimento técnico, promoção do consumo de lácteos e melhorias de produtividade.
A assinatura em Quito não é um movimento isolado: segundo a NMPF, o entendimento representa mais um passo dentro de uma estratégia contínua de aproximação com a América Latina, que já vinha ganhando força com o Acordo de Comércio Recíproco entre Estados Unidos e Equador — pacto que prevê a redução de tarifas sobre produtos lácteos e o enfrentamento de barreiras não tarifárias ao comércio entre os dois países.
Dias antes, entre 29 e 30 de julho, o eixo da movimentação americana esteve no México. NMPF e USDEC lideraram uma delegação de representantes do setor lácteo dos Estados Unidos até Guanajuato para o oitavo encontro anual do Binacional de Lácteos EUA-México, evento que dá continuidade a uma parceria de longa data entre os dois países — o maior parceiro comercial dos Estados Unidos no setor lácteo. Participaram da comitiva produtores da Dairy Farmers of America e da Land O’Lakes.
O encontro em Guanajuato ocorreu logo após a terceira rodada de negociações do USMCA (o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá) com o México. Nele, as duas indústrias reafirmaram o compromisso de expandir conjuntamente os mercados lácteos de ambos os países, reduzir barreiras comerciais e promover a imagem do setor. Como novidade, as partes também assumiram um compromisso conjunto de apoiar a próxima geração de produtores de leite em ambos os países.
Tomados em conjunto, os dois movimentos — um no México, outro no Equador — desenham o mesmo objetivo declarado pela NMPF: seguindo a pressão internacional crescente sobre nomes de queijos e sobre o acesso a mercados, a entidade segue cultivando relações regionais para fortalecer a presença do setor lácteo americano e defender interesses compartilhados da indústria em toda a América Latina.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por NMPF






