A partir dos 50 anos, a pele das mulheres passa por uma transformação que tem explicação hormonal direta: a entrada na menopausa.
É nesse período que a queda do estrogênio — hormônio que participa da atividade dos fibroblastos, da hidratação e da espessura da pele — acelera a perda de colágeno, segundo a dermatologista Andressa Varga, em entrevista ao Metrópoles.
Os números mostram a dimensão do processo. Nos primeiros cinco anos da menopausa, as mulheres podem perder até 30% da produção normal de colágeno. Depois desse período inicial, a queda passa a ser mais gradual, em torno de 2% ao ano. Na prática, os sinais aparecem como flacidez, rugas mais marcadas, pele mais fina e seca, além de redução da capacidade de cicatrização. Cabelos e unhas também sofrem os efeitos.
A dermatologista faz uma ressalva importante: o colágeno não é o único fator em jogo. “Nem tudo depende apenas do colágeno. Há influência conjunta da idade, genética, da nutrição e do estilo de vida”, explica.
É justamente na nutrição que Varga concentra parte das recomendações práticas. Segundo ela, a alimentação pode ajudar a minimizar os impactos da perda de colágeno durante a menopausa ao fornecer os nutrientes necessários para a produção e manutenção das fibras — o que inclui proteínas de boa qualidade, vitamina C, zinco e antioxidantes.
Entre as fontes de proteína citadas pela dermatologista para compor essa dieta estão ovos, peixes, leite e derivados, carnes, frutas cítricas, kiwi, morango, sementes e leguminosas. De acordo com ela, esses alimentos também contribuem para combater processos inflamatórios e o estresse oxidativo — dois fatores associados ao envelhecimento da pele.
Do outro lado, alguns hábitos do dia a dia atuam na direção oposta e podem acelerar o envelhecimento da pele e de outros tecidos do corpo: consumo excessivo de açúcar, bebidas alcoólicas, tabaco e exposição solar sem proteção.
Para a dermatologista, ainda que não seja possível impedir por completo a perda natural de colágeno associada à idade, a combinação de uma dieta rica nesses nutrientes com hábitos mais equilibrados é o caminho apontado para amenizar os efeitos visíveis do processo.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Jornal Impresso Brasil






