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19 ago 2026
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🚨 Mais de uma década depois de deflagrada, uma operação contra a adulteração de leite resulta em condenação na Justiça gaúcha.
🥛 Água, ureia, soda cáustica e sal: o que estava por trás de um esquema que movimentava cifras milionárias no setor leiteiro gaúcho.
🥛 Água, ureia, soda cáustica e sal: o que estava por trás de um esquema que movimentava cifras milionárias no setor leiteiro gaúcho.

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou um dos operadores envolvidos em um esquema de adulteração de leite a 13 anos e 6 meses de reclusão, além do pagamento de multa.

A sentença, proferida em 13 de agosto pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, marca um novo capítulo em um processo que teve origem há mais de uma década, no âmbito da Operação Leite Compen$ado I.

O condenado atuava na plataforma de recebimento, carregamento e reaproveitamento de cargas de um posto de resfriamento em Guaporé, ponto estratégico dentro da cadeia de distribuição do produto. Segundo a decisão judicial, a fraude consistia na adição de água, ureia contendo formaldeído, soda cáustica, sal e açúcar ao leite comercializado.

O objetivo das substâncias era triplo: aumentar artificialmente o volume do produto colocado no mercado, mascarar falhas nos controles de qualidade e encobrir a perda de valor nutritivo causada pela adulteração. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado, embora caiba recurso em liberdade.

O caso remonta a uma investigação coordenada em 2013 por promotores da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre e da Promotoria de Defesa do Consumidor da Capital. O trabalho identificou uma rede voltada à adulteração sistemática de leite destinado ao abastecimento público, com ramificações em diferentes municípios gaúchos.

A primeira fase da operação foi deflagrada em maio de 2013, quando mandados de prisão foram cumpridos contra transportadores e gestores de postos de resfriamento nos municípios de Ibirubá, Horizontina, Selbach, Tapera e Guaporé. As apurações da época dimensionaram a magnitude do esquema: o grupo movimentava cerca de 100 milhões de litros de leite por ano e havia adquirido mais de 100 toneladas de ureia para sustentar a prática fraudulenta.

Mais de uma década depois da deflagração da operação, a condenação agora proferida representa um dos desdobramentos judiciais do caso, reforçando a atuação do Ministério Público do Rio Grande do Sul no combate a fraudes que comprometem tanto a integridade da cadeia produtiva do leite quanto a confiança do consumidor final.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por LA+

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