O queijo Divinas Tetas faz o que poucos produtos de tábua conseguem: provoca antes de ser provado.
Redondo e de bico arrebitado, ele imita o formato de um seio e é a aposta da Queijaria Vaca Profana para o Outubro Rosa, com parte da renda destinada a instituições que trabalham pela prevenção do câncer de mama.
A ideia não saiu de um briefing de campanha. O queijo nasceu da própria história de Maristela Dalla Lasta, a produtora por trás da queijaria, que enfrentou problemas de mastite ao amamentar a filha. Daí vem também o discurso que o acompanha: “todas as tetas são sagradas”, defende ela, incluindo as de mulheres que quiseram amamentar e não puderam, as que não quiseram ser mães, as que retiraram o silicone e as que precisaram retirar os seios.
O caminho até o queijo também passa pela publicidade. Maristela é ex-publicitária e viu a carreira ser drasticamente afetada pela pandemia de covid-19. O que começou como alternativa de sustento virou projeto de vida: em 2020 ela fundou a Vaca Profana, hoje associada à Associação dos Produtores de Queijo do Paraná (AproQueijoPr). É uma trajetória que reflete a resiliência de muitos artesãos que entraram no setor em meio às adversidades.
Na tábua, o Divinas Tetas é um queijinho lático, de leite cru e fermentos selvagens. A casca mofada traz notas de cogumelos e, segundo a harmonização sugerida, combina com vinho branco, com cidra ou até com um chá de capim-cidreira entre amigas.
Para o Outubro Rosa, a produtora montou uma promoção que reúne o queijo e uma camiseta ousada por R$ 180. Parte da venda será revertida ao Instituto de Câncer de Mama. Entre as personalidades queijeiras autorais mais engajadas do Brasil nas redes, Maristela mostra que um queijo de leite cru pode carregar, além de sabor, uma história e uma causa.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Estadão






