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21 jul 2026
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🥛 Com Richard Allen no comando, a Fonterra nomeia três novos executivos e redesenha sua estrutura de liderança rumo a um modelo B2B.
📊 A Fonterra define nova cúpula executiva após a venda de seu negócio de consumo, priorizando ingredientes, foodservice e crescimento global.
📊 A Fonterra define nova cúpula executiva após a venda de seu negócio de consumo, priorizando ingredientes, foodservice e crescimento global.

A Fonterra vive um momento de virada. Depois de vender seu negócio de consumo e a operação integrada em um acordo histórico com a Lactalis, a cooperativa neozelandesa de laticínios decidiu reorganizar sua liderança para se adequar à nova fase, centrada em um modelo B2B.

Sob o comando de Richard Allen, que antes de assumir o cargo de CEO liderou a divisão de Ingredients, a Fonterra anunciou três nomeações que redesenham a forma como a empresa vai operar daqui para frente.

A lógica é clara: concentrar esforços nas áreas mais rentáveis do negócio — Ingredients e Foodservice — e investir em produtos de maior valor agregado, como proteínas em pó premium, além de ampliar a presença em mercados de foodservice tanto emergentes quanto já consolidados.

A China continua sendo uma exceção dentro dessa reorganização: é o único mercado onde a Fonterra ainda mantém uma operação de consumo, e por isso seguirá recebendo recursos dedicados.

As três nomeações

Teh-han Chow assume como CEO para a Grande China, respondendo pelos negócios de Ingredients e Foodservice na região. Sua indicação era considerada natural, dada sua ampla experiência em governança e operações comerciais tanto na área de Ingredients quanto no negócio mais amplo da companhia durante seu período como CEO regional.

Gaby Amade se torna presidente de Global Markets, com responsabilidade sobre Ingredients e Foodservice em um território que abrange Oceania, Américas, Sudeste Asiático, Japão, Oriente Médio e Europa.

Amade já vinha acumulando experiência na região de Oriente Médio, África e Ásia Central sob diferentes formatos organizacionais: depois de atuar como sócio-gerente de FMCG para a região MEA na Global Trading Co. Ltd., passou a liderar MEA e Ásia Central, depois apenas o Oriente Médio, retornou à liderança da MEA e, mais recentemente, assumiu também Europa e Sudeste Asiático.

Agora, com a venda de grande parte do negócio de consumo da Fonterra no Oriente Médio e na África, seu portfólio se expande ainda mais, incorporando Oceania, Américas, Japão e Europa às operações que já comandava na MEA.

Já Elisa Giusti assume como Chief Growth and Strategy Officer, com a missão de desenvolver estratégias integradas de mercado, produto e grupo, além de conduzir a otimização de portfólio, a inovação e o desenvolvimento de novos negócios em escala global.

Giusti já havia atuado como vice-presidente executiva de crescimento na divisão de Ingredients durante a gestão de Allen à frente dessa área. Antes de ingressar na Fonterra em 2019, ela ocupou o cargo de diretora de marketing e desenvolvimento de novos negócios na Bimbo Bakeries.

Uma estrutura mais enxuta

A nova configuração representa uma mudança em relação ao modelo anterior, mais verticalizado, e avança para uma lógica de responsabilidade compartilhada entre mercados adjacentes. Na prática, isso significa decisões que afetam vários mercados poderão ficar concentradas em um único executivo, em vez de passar por múltiplas camadas de gestão.

O próprio Allen resumiu o objetivo por trás da mudança: segundo ele, a nova estrutura de liderança vai garantir um único ponto de responsabilidade por vendas em cada mercado, tanto para Ingredients quanto para Foodservice, com o apoio de uma equipe global de crescimento e estratégia encarregada de garantir que o leite dos produtores rurais chegue à demanda de maior valor em todo o mundo, agora e no futuro.

No conjunto, as três nomeações apontam para uma equipe de liderança orientada a crescimento, geração de valor e agilidade na tomada de decisão, na medida em que a Fonterra intensifica sua aposta em Ingredients e Foodservice após o que a própria companhia descreve como um reset estratégico histórico.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Dairy Reporter

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