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2 jul 2026
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🧀 O Queijo Minas Artesanal uniu três gerações em uma fazenda do Serro e transformou lembranças da infância em reconhecimento internacional.
👨‍👦 Aos 60 anos, ele trocou a vida em São Paulo pelo Queijo Minas Artesanal aprendido com o pai de 95 anos.
👨‍👦 Aos 60 anos, ele trocou a vida em São Paulo pelo Queijo Minas Artesanal aprendido com o pai de 95 anos.

O queijo que nunca saiu da memória: a história de um retorno às origens que atravessou fronteiras.

Durante muitos anos, aquelas cenas permaneceram guardadas como lembranças de infância: o leite recém-tirado, o queijo sendo moldado com as próprias mãos e os caixotes transportados no lombo de burros até a cidade. Pareciam memórias de um tempo distante. Mas foram justamente elas que, décadas depois, devolveriam um filho à fazenda da família e mudariam o rumo de sua vida.

O Queijo Minas Artesanal sempre fez parte da história de Raimundo Nonato Santa Rita. Ainda menino, aprendeu cada etapa da produção ao lado do pai, Antônio Santa Rita, que iniciou a atividade aos 14 anos e hoje, aos 95, soma mais de sete décadas dedicadas ao ofício.

A vida, porém, seguiu outro caminho. Raimundo Nonato construiu uma carreira de mais de 35 anos nas áreas de Contabilidade e Direito, em São Paulo. Somente aos 60 anos decidiu voltar para a Fazenda Sobrado, em Paulistas, na microrregião do Serro, para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo pai.

Quando retornou, em 2017, sua prioridade não foi reinventar a produção, mas preservar aquilo que havia aprendido desde criança. A receita tradicional permaneceu intacta, assim como os gestos transmitidos de geração em geração. A principal adaptação ocorreu apenas na estrutura da queijaria, com a incorporação de equipamentos modernos para atender às exigências sanitárias atuais.

Foi dessa combinação entre tradição e adequação técnica que nasceu a queijaria Sô Toní, criada como homenagem ao patriarca da família.

Em pouco tempo, os queijos produzidos na Fazenda Sobrado começaram a acumular reconhecimento em concursos estaduais, nacionais e internacionais. As medalhas conquistadas fortaleceram ainda mais a reputação do Queijo Minas Artesanal produzido na microrregião do Serro.

O envolvimento de Raimundo Nonato com o setor também ultrapassou os limites da propriedade. Como coordenador do Conselho Regulador da APAQS, ele participa das ações de valorização da Indicação Geográfica da região, reforçando a identidade construída em torno desse modo tradicional de produzir queijo.

O reconhecimento alcançou um novo patamar quando o produtor passou a integrar o grupo de jurados em concursos internacionais. Membro da Guilde Internationale des Fromagers, participou da avaliação de queijos em eventos realizados na França e no Brasil, levando para esses julgamentos a experiência construída ao longo dos anos na Fazenda Sobrado.

A trajetória mostra que algumas heranças não se medem apenas pelo tempo. Elas permanecem vivas na repetição de um gesto, na confiança entre pai e filho e na decisão de preservar uma tradição que atravessa gerações sem perder sua essência.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal 6

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