ESPMEXENGBRAIND
9 set 2026
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O que fabricantes de equipamentos mostraram na Fispal Tec pode impactar direto o custo da sua produção 🏭
pasteurização
Vapor, mão de obra e rastreabilidade: veja o que está mudando por trás do processo mais crítico do laticínio 🥛

A automação na pasteurização deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma condição de entrada no mercado.

É essa a leitura que fabricantes de equipamentos trouxeram à Fispal Tecnologia 2026, feira que reuniu soluções voltadas a um processo que, até pouco tempo atrás, era tratado quase exclusivamente como uma etapa sanitária obrigatória.

A mudança de status responde a uma pressão que já é conhecida da indústria de alimentos e bebidas: produzir mais gastando menos, rastrear cada etapa do processo e lidar com a escassez de mão de obra qualificada. Para Lucas Aleixo, gerente comercial da Equilati Equipamentos, a busca por processos automatizados “deixou de ser uma vantagem competitiva para se tornar praticamente uma exigência do mercado”.

A Equilati chegou à feira com dois sistemas que ilustram bem a amplitude do mercado atual: um pasteurizador a placas para processos convencionais, com temperaturas de até 75°C, e um sistema tubular voltado à produção UHT, operando entre 130°C e 140°C.

As capacidades vão de 250 litros por hora — para plantas pequenas — até cerca de 50 mil litros por hora, faixa que atende grandes operações industriais. A empresa também apresentou trocadores de calor para aquecimento e resfriamento de leite, água, ovos líquidos e sorvetes.

O consumo de vapor, um dos principais componentes do custo operacional de qualquer planta de pasteurização, apareceu como segundo eixo de decisão entre os fabricantes. Na Autitec Industrial, a estratégia passa pela parceria com a fabricante italiana Navatta para oferecer soluções que cobrem toda a linha de processamento de frutas — da extração da polpa até o envase asséptico, passando pela concentração a vácuo e a pasteurização.

O sistema permite envasar o produto em tambores ou bags de dois a 50 quilos, conforme o perfil de produção de cada cliente.

“A tecnologia busca usar menos vapor, ter mais eficiência no processo e reduzir custo para o cliente”, resume Cristiane Silveira, da área comercial da Autitec. A empresa também aposta em um diferencial logístico: mantém equipamentos em estoque para pronta entrega, em um mercado onde a fabricação sob encomenda costuma levar entre 120 e 180 dias — um prazo que pode pesar para indústrias que precisam expandir a capacidade produtiva rapidamente.

O terceiro eixo é o controle remoto do processo. Os sistemas mais recentes já permitem acompanhar temperatura, tempo de processamento e volume produzido em tempo real, por computador, TV industrial ou smartphone. Segundo Cristiane, essa conectividade fortalece tanto a gestão da produção quanto os processos de certificação de qualidade:

“Hoje o cliente consegue monitorar pelo celular como está funcionando a máquina, quanto produziu, as temperaturas e os tempos do processo. Isso melhora o processo e também facilita os laudos necessários para certificações de qualidade.” Além de dar mais rastreabilidade, o monitoramento remoto reduz o tempo de resposta diante de falhas no equipamento.

Há ainda um movimento de personalização em curso. A Rotainox, especializada em troca térmica e filtração por membranas, atende segmentos que vão de laticínios e bebidas a biotecnologia, óleos e indústrias alcooleiras — e trabalha com projetos desenvolvidos sob medida para cada cliente.

“Nosso equipamento é desenvolvido para atender exatamente às necessidades do cliente, considerando seu processo, suas temperaturas e suas aplicações, evitando adaptações posteriores na linha”, explica Lucas Fernandes, da área comercial da empresa.

O portfólio da Rotainox inclui ainda osmose reversa, concentração por membranas, separação de proteínas do soro do leite, centrais CIP, lavadoras de caixas e projetos de retrofit para ampliar a capacidade de linhas já instaladas. Entre os lançamentos, um sistema automatizado para padronização do teor de gordura do leite chamou atenção pela promessa de retorno de investimento em aproximadamente cinco meses, dependendo do porte da operação.

A confiabilidade operacional fecha a lista de prioridades apontadas pelos fabricantes. Na Equilati, o suporte inclui peças de reposição e assistência técnica remota. Já a Rotainox opera monitoramento online 24 horas, permitindo que técnicos acessem equipamentos instalados em qualquer parte do mundo para diagnosticar falhas, atualizar softwares e fazer ajustes operacionais à distância — reduzindo o tempo de parada das linhas de produção.

O alcance da pasteurização também se ampliou. O que antes era associado quase exclusivamente aos laticínios hoje atende bebidas, sucos, polpas de frutas, vinhos, sorvetes, ovos líquidos, óleos vegetais e ingredientes de alto valor agregado, como o whey protein.

O próximo passo, segundo a Rotainox, está nas pesquisas voltadas a preservar as características sensoriais dos alimentos — sabor, aroma, textura e propriedades nutricionais — durante o processamento térmico. A meta é conciliar segurança microbiológica, desempenho industrial e qualidade sensorial em processos cada vez mais precisos.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Food Connection

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