A biotecnológica CarboCode fechou uma ronda de 15 milhões de euros para produzir ingredientes para fórmulas de leite mais próximas ao leite materno.
Até 2028, a empresa portuguesa quer assegurar aprovações regulatórias nos mercados estratégicos da União Europeia, EUA e China.
A biotech produz glicoesfingolípidos e de gangliosídeos em larga escala, idênticos aos humanos. “Os glicoesfingolípidos e gangliosídeos são compostos presentes no corpo humano, nomeadamente no leite materno e nas membranas dos diversos órgãos, incluindo o cérebro, que desempenham importantes funções na cognição, modulação da inflamação e saúde intestinal”, explica a empresa.
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“O acesso a gangliosideos idênticos aos humanos constitui uma rara oportunidade de ter real impacto positivo na vida das pessoas. As tecnologias da CarboCode permitem desde já a obtenção destes compostos, o que nos deixa empenhados em concretizar este sonho numa realidade a curto prazo”, diz Jorge Santos, CEO da CarboCode, citado em comunicado.
A tecnologia da empresa terá aplicações “nas indústrias da nutrição infantil, cosmética e dermatológica, e cognitiva, sendo que os primeiros produtos lançados pela CarboCode serão gangliosídeos, atualmente inexistentes nas fórmulas de leite, para as aproximar do leite materno”, descreve.
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Objetivos da ronda
Com esta ronda C, liderada pela Iberis Capital, a empresa tem como objetivo a curto prazo “cumprir com as exigências regulatórias em mercados estratégicos, estimando obter as respetivas aprovações na União Europeia e nos Estados Unidos da América em 2027, e na China em 2028.”
Em Cantanhede, onde a empresa está localizada, está em fase de projeto a construção da sua fábrica com capacidade para produzir 100 toneladas de gangliosideos por ano a partir de 2029.
A empresa vai atuar no segmento B2B produzindo ingredientes de fórmulas de leite materno para multinacionais como a Danone, a Nestlé, a Abbott ou a Mead Johnson. Está apostada na internacionalização, tendo como objetivo um volume de vendas superior a 100 milhões de euros por ano.
A injeção de capital vai ainda permitir à empresa reforçar a atual equipa de 35 trabalhadores, dos quais 16 doutorados. A “médio prazo” o objetivo é recrutar mais mais 15 cientistas e investigadores.