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21 maio 2026
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🌐 Lácteos aparecem entre os setores beneficiados pelo avanço comercial de US$ 27,3 bilhões entre BRICS e União Econômica Eurasiática.
🥛 Crescimento do comércio entre BRICS e UEE reforça o peso dos lácteos em novos destinos internacionais fora do eixo tradicional.
🥛 Crescimento do comércio entre BRICS e UEE reforça o peso dos lácteos em novos destinos internacionais fora do eixo tradicional.

O comércio entre os países da União Econômica Eurasiática (UEE) e os integrantes do BRICS atingiu US$ 27,3 bilhões entre 2019 e 2024, consolidando um avanço que começa a reposicionar os fluxos globais de alimentos.

Entre os produtos destacados pela Comissão Econômica Eurasiática (CEE), os lácteos aparecem como uma das categorias já integradas ao crescimento comercial entre os blocos.

O dado ganha relevância para a cadeia leiteira porque mostra que o fortalecimento das relações entre BRICS e UEE deixou de ser apenas diplomático e passou a se traduzir em fluxo efetivo de mercadorias para grandes mercados importadores. Egito, Indonésia e Emirados Árabes Unidos aparecem como destinos dos produtos lácteos exportados pelos países da UEE.

A ampliação desse comércio ocorre em paralelo a uma estratégia mais ampla de cooperação agroindustrial aprovada pela CEE. O órgão recomendou aos países-membros o avanço de soluções digitais na produção agrícola e maior diversificação das exportações, conectando competitividade, tecnologia e expansão comercial.

Na prática, o movimento reforça uma reorganização dos mercados compradores de alimentos dentro do eixo BRICS. Além dos lácteos, a comissão destacou exportações de carne e derivados para China e Emirados Árabes Unidos, peixes e crustáceos para Indonésia e China, além de cereais enviados para Egito, Indonésia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e África do Sul.

O avanço dos lácteos dentro dessa dinâmica chama atenção porque o setor aparece inserido em mercados considerados relevantes para importação de alimentos. A leitura construída pela comissão indica que os países da UEE buscam ampliar presença justamente em destinos com demanda crescente dentro do bloco ampliado do BRICS.

Ao mesmo tempo, a recomendação aprovada pela CEE mostra que a disputa por competitividade não está limitada ao volume exportado. O texto incentiva o uso de sistemas terrestres e aéreos não tripulados, tecnologias de agricultura de precisão com inteligência artificial, sistemas de geoinformação e serviços digitais voltados à previsão climática e análise de riscos agrícolas.

Segundo a ministra da Indústria e do Complexo Agroindustrial da CEE, Goar Barseghyan, as medidas têm como objetivo reduzir o atraso tecnológico, elevar a competitividade agrícola da União e garantir desenvolvimento sustentável em uma economia cada vez mais digitalizada.

A combinação entre expansão comercial, digitalização agroindustrial e diversificação de mercados reforça um ponto central para o setor de alimentos: os BRICS consolidam progressivamente um ambiente de integração comercial próprio, no qual os lácteos passam a ocupar espaço relevante dentro da estratégia de abastecimento e exportação entre os blocos.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Brasil 247

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