ESPMEXENGBRAIND
4 set 2026
ESPMEXENGBRAIND
4 set 2026
🐄 De quase 3 mil associados a uma reestruturação profunda: a trajetória de seis décadas e meia de uma cooperativa mineira.
📈 Tecnologia, genética e um antigo problema com o "excesso de leite": os bastidores da força láctea de Patrocínio.
📈 Tecnologia, genética e um antigo problema com o "excesso de leite": os bastidores da força láctea de Patrocínio.

O Alto Paranaíba responde por cerca de 30% de todo o leite produzido em Minas Gerais, estado que concentra aproximadamente 30% da produção nacional.

Dentro desse cenário, Patrocínio se destaca como um dos municípios de maior relevância, resultado de décadas de investimento em tecnologia e especialização dos produtores. Hoje já é comum encontrar propriedades da região com média de 35 litros de leite por vaca, patamar alcançado por meio de avanços em genética, nutrição animal e sistemas como o compost barn.

A produtividade elevada também aparece em outras culturas fortes da região, como café e milho.

Parte dessa consolidação está ligada à trajetória da Cooperativa Agropecuária de Patrocínio (Coopa), que completa 65 anos e teve sua história revisitada pelo presidente Fausto Amaral da Fonseca em entrevista ao programa Rádio Comunidade.

Segundo ele, a função central da cooperativa sempre foi inserir o produtor no mercado: apoio na aquisição de máquinas, equipamentos e insumos, oferta de serviços e suporte na comercialização da produção. O leite é o principal foco da Coopa, mas a cooperativa também comercializa milho, café e soja.

Fausto recuperou momentos-chave dessa história, sobretudo a partir da década de 1970, período em que a região vivia a expansão da agricultura no Cerrado. Segundo o presidente, a Coopa acompanhou esse processo de perto, participando de iniciativas como a implantação de um moinho de calcário e o apoio à eletrificação rural, fatores que ajudaram a impulsionar a produção agropecuária local.

Na cadeia leiteira especificamente, o presidente destacou a atuação da cooperativa no enfrentamento do chamado “excesso de leite” — um modelo em que produtores recebiam valores menores pelo volume produzido acima da cota estabelecida durante o período de seca. Segundo Fausto, esse foi um dos pontos em que a Coopa teve papel de defesa dos interesses dos cooperados.

A trajetória, no entanto, não foi linear. Fausto relembrou um dos períodos mais difíceis da história recente da instituição, quando a Coopa chegou a reunir quase 3 mil associados e faturamento superior a R$ 300 milhões por ano.

A cooperativa precisou passar por um processo de saneamento que envolveu redução do quadro de funcionários e do patrimônio. Atualmente, a Coopa conta com cerca de 1.300 associados — número menor que o pico histórico, mas que vem sendo acompanhado por um movimento de retorno de produtores e também de filhos de cooperados à instituição.

A entrevista também serviu para adiantar a reta final da Fenicoopa 2026. A programação de encerramento prevê, no sábado, um leilão de gado de leite; no domingo, uma missa de agradecimento na Igreja de São Francisco; e na segunda-feira (7), o encerramento oficial, com show da dupla Goiano e Paranaense, premiação do torneio leiteiro e sorteio de um carro, no Rotary Club Brumado.

 

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Rádio Difusora FM 95.3

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta