ESPMEXENGBRAIND
11 ago 2026
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🏆 Uma cooperativa nascida no interior do Paraná deixou para trás gigantes globais do consumo em um levantamento inédito. Entenda como isso aconteceu.
cooperativa
🐄 De uma cidade pequena no oeste paranaense saiu a empresa que hoje ocupa o topo de um ranking disputado por multinacionais bilionárias.

Uma cooperativa nascida na década de 1960 no oeste do Paraná acaba de superar duas das maiores multinacionais do setor de consumo do mundo.

A Copacol, com sede em Cafelândia, ficou em primeiro lugar no ranking CPG Leaders 100, à frente de nomes como Nestlé e Unilever — companhias com presença global e décadas de operação em escala internacional.

O levantamento, desenvolvido pela plataforma GrowinC, mapeou mais de 21 mil empresas atuantes no mercado brasileiro de bens de consumo de giro rápido. O foco do estudo foi medir a capacidade das indústrias de crescer por meio da co-manufatura — o modelo de fabricação terceirizada e em parceria que vem ganhando espaço nas gôndolas do país.

A metodologia da GrowinC atribui notas de 0 a 100 com base em três pilares: Escala, que responde por 50% da pontuação final; Inovação, com peso de 25%; e Network, também com 25%.

Foi essa combinação que colocou a Copacol isolada na primeira posição, com 85,6 pontos, à frente da Unilever (82,2), da Linea (80,6), da JBS Brasil (80,2), da Native Orgânicos (79,9), da Nestlé (79,8), da Catupiry (79,5), da Korin Agropecuária (77,9), da Mondelez (77,7) e da Mais Mu (75,4), que fecha o Top 10.

Por trás da liderança está uma trajetória construída ao longo de mais de seis décadas. Desde sua fundação, a Copacol se firmou como uma das cooperativas mais relevantes do país na cadeia de proteína animal, com forte atuação na produção de aves, peixes, suínos e também de leite.

Foi sobre essa base produtiva que a empresa passou a construir um portfólio próprio voltado ao varejo, hoje formado por cerca de 50 produtos desenvolvidos especificamente em parcerias de co-manufatura.

O faturamento anual da cooperativa, que somou R$ 11,1 bilhões, é apontado pelo presidente da Copacol, Valter Pitol, como resultado de investimentos consistentes ao longo dos anos. Segundo ele, o modelo de parcerias industriais foi determinante para abrir espaço em novas gôndolas e para integrar de forma mais eficiente a logística de distribuição de alimentos.

O caso da Copacol ilustra um movimento que já é significativo no varejo brasileiro: cerca de 18% dos produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados do país são fabricados hoje por meio de co-manufatura. Essa terceirização estratégica permite que outras marcas aproveitem a infraestrutura, o controle sanitário e a tecnologia de processamento já consolidados pelas grandes cooperativas do agronegócio nacional.

Para a cadeia leiteira e para o cooperativismo agropecuário brasileiro, o resultado tem um significado que vai além do ranking: mostra que uma estrutura erguida no interior do Paraná, a partir da produção primária de leite e de proteína animal, alcançou escala e qualidade técnica suficientes para superar, em critérios de eficiência e capacidade de crescimento, empresas multinacionais consolidadas em todo o mundo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por nd+

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