ESPMEXENGBRAIND
25 ago 2026
ESPMEXENGBRAIND
25 ago 2026
🐄 Julho trouxe alívio no bolso em várias frentes, menos em uma. Levantamento mostra onde a alta foi mais forte — e onde foi quase imperceptível.
preco
📊 Ovos, legumes, óleo e café caíram no mês. Mas um item específico da geladeira do brasileiro foi na contramão em todo o território nacional.

O preço do leite foi na contramão de boa parte da cesta de alimentos dos brasileiros em julho.

Enquanto legumes, ovos, óleo e café ficaram mais baratos no país, o leite UHT subiu 4,1% no mês, segundo levantamento da Neogrid, empresa que monitora mais de 40 milhões de notas fiscais por mês no Brasil, com dados sobre preços, produtos, marcas, volume de vendas e presença nos pontos de venda.

O contraste chama atenção porque não se trata de um recuo isolado em algumas praças. O leite UHT registrou aumento em todas as regiões pesquisadas, sem exceção. A alta mais expressiva foi no Centro-Oeste, de 5,1%, seguida pelo Sudeste, com 4,7%. No Nordeste, o avanço foi de 2,8%, no Norte, de 1,3%, e no Sul, de 0,2% — a região com a variação mais discreta, mas ainda assim positiva.

O movimento se repete em outros itens da mesma categoria de produtos processados: as massas alimentícias secas subiram 2,5% no mês, e a massa de tomate avançou 2,4%.

Do outro lado da balança, os legumes caíram 9,8% na média nacional em julho, na comparação com junho. Os ovos recuaram 5,3%. Óleo e café também tiveram baixa, de 1,3% e 0,8%, respectivamente.

Assim como o leite subiu de forma uniforme em todas as regiões, os legumes caíram em todas elas — mas com intensidades bem diferentes. O maior recuo foi no Nordeste, de 13,9%, seguido pelo Centro-Oeste, com 12,9%, Sudeste, com 11,9%, Sul, com 9,2%, e Norte, com a queda mais modesta, de 2,3%.

Já os ovos mostraram um comportamento ainda mais irregular pelo país. Caíram 19,1% no Centro-Oeste, 13,2% no Nordeste e 5,9% no Sul. No Norte, o recuo foi de 2,1%. No Sudeste, no entanto, o produto teve alta de 1,6%, na contramão da média nacional de queda de 5,3%.

Essa disparidade regional é um ponto central para quem acompanha a cadeia de alimentos: o preço que chega ao consumidor final resulta da combinação entre oferta, demanda, custos de produção e condições de abastecimento em cada mercado — fatores que variam de região para região e explicam por que um mesmo produto pode subir em um estado e cair em outro no mesmo período.

O cenário de preços mais comportados em parte da cesta básica também aparece nos números da inflação oficial. O IPCA desacelerou de uma alta de 0,16% em junho para 0,07% em julho. Já o item alimentação no domicílio teve recuo de 1,14% no mês, puxado principalmente pela queda nos preços de tomate, batata e cenoura.

Apesar da queda média em vários itens, a Neogrid pondera que a baixa no varejo não permite concluir, isoladamente, que houve uma redução equivalente na remuneração recebida pelo produtor rural — um alerta relevante para quem está na ponta da produção e não necessariamente sente o mesmo alívio observado nas prateleiras.

Para os próximos meses, a leitura da empresa é de um mercado de alimentos menos pressionado em algumas categorias, mas ainda sujeito a oscilações importantes. Segundo a Neogrid, o comportamento dos preços deve continuar condicionado às características específicas de cada categoria de produto e de cada região do país — o que sugere que o movimento de alta do leite, presente em todo o território nacional, não deve ser tratado como um fenômeno passageiro ou isolado.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Portal SGC

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta