ESPMEXENGBRAIND
23 set 2026
ESPMEXENGBRAIND
23 set 2026
⚖️ Duas grandes fabricantes revelam como estão enfrentando o momento mais difícil de repasse de custos dos últimos anos.
suplemento
📉 Entre reajustes e novas fórmulas, fabricantes de suplementos correm para equilibrar as contas sem perder o consumidor.

O preço do whey protein subiu tanto nos últimos meses que já mudou a forma como as fabricantes de suplementos operam no Brasil.

Reajustes de preço, embalagens menores e fórmulas com menos proteína viraram resposta comum diante de um custo de matéria-prima que não para de subir — e que já corroeu margens pela metade em pelo menos um caso.

É o que relata Diego Freitas, CEO da Growth Supplements, fabricante sediada em Tijucas (SC). Segundo ele, a empresa absorveu os primeiros aumentos para não repassar o custo ao consumidor, mas a alta persistente forçou uma mudança de estratégia: hoje a Growth reajusta preços e acelerou o lançamento de produtos com menor concentração de proteína ou com outras fontes proteicas.

Diego Freitas, CEO da Growth Supplements — Foto: Divulgação/Growth Supplements
Diego Freitas, CEO da Growth Supplements — Foto: Divulgação/Growth Supplements

O efeito já aparece do lado do consumidor. O WPC80, que sozinho responde por mais da metade do consumo de whey da Growth, vem perdendo espaço para versões com menor concentração e para proteínas alternativas como albumina, caseína, ervilha, arroz e soja. A empresa também passou a vender embalagens menores como forma de manter o preço final acessível.

Freitas aposta que o cenário deve se acomodar nos próximos anos, à medida que novas plantas de produção de WPC80 e WPI entrem em operação ou ampliem capacidade — o que, na sua leitura, deve reequilibrar oferta e demanda globais.

Na Integralmedica, fábrica em Embu-Guaçu (SP), o caminho até agora foi outro: três reajustes de preço ao longo do ano, segundo o CEO Filipe Bragança, acompanhando a alta das matérias-primas, enquanto a empresa busca ganhos de eficiência interna para conter o impacto nas margens.

A Integralmedica combina insumos nacionais e importados, e a escala da operação permite fechar contratos e cotas de fornecimento de longo prazo — um fator que, segundo Bragança, dá mais previsibilidade ao abastecimento. Ainda assim, ele reconhece que garantir o volume necessário de algumas matérias-primas tem sido um desafio diante do cenário atual de maior demanda e menor disponibilidade global.

Os dois casos, de portes e estratégias diferentes, mostram a mesma pressão: o custo do leite como insumo industrial segue apertando quem depende dele para transformar proteína em produto de prateleira.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Globo Rural

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta