ESPMEXENGBRAIND
8 maio 2026
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🧴 Garrafas PET respondem por parte relevante da exposição ligada às embalagens, segundo novo relatório internacional.
♻️ Estudo aponta que decisões de design e armazenamento influenciam diretamente a liberação de microplásticos em alimentos e bebidas.
♻️ Estudo aponta que decisões de design e armazenamento influenciam diretamente a liberação de microplásticos em alimentos e bebidas.

Os microplásticos em embalagens passaram a ocupar um espaço mais estratégico no debate sobre alimentos e bebidas.

Um novo estudo da Earth Action e da rePurpose Global concluiu que cerca de 1.000 toneladas de microplásticos e nanoplásticos migram anualmente das embalagens plásticas para alimentos e bebidas, ampliando a pressão sobre fabricantes, processadores e operadores logísticos.

O relatório aponta que as garrafas PET representam aproximadamente um terço da exposição total relacionada às embalagens. Mas o problema não está restrito a um único material. Diferentes tipos de plástico em contato com alimentos podem liberar partículas invisíveis a olho nu, resultado da degradação dos materiais ao longo da cadeia.

A discussão não envolve apenas os microplásticos e nanoplásticos. O estudo também chama atenção para os compostos químicos presentes nos materiais utilizados nas embalagens. Nesse cenário, o foco deixa de estar apenas no descarte e passa a incluir desenho da embalagem, processo industrial, armazenamento e transporte.

Segundo o relatório, a forma como a embalagem é produzida e utilizada influencia diretamente o nível de liberação dessas partículas. Exposição ao calor, radiação UV, pressão mecânica e deformações por esmagamento ou compressão estão entre os fatores citados.

Embora parte dessas condições dependa do comportamento do consumidor, o estudo destaca que uma parcela relevante das emissões ocorre antes mesmo de o produto chegar ao mercado. Produção, processamento, envase, armazenagem e distribuição aparecem como etapas críticas dentro da cadeia.

Para a indústria, isso desloca parte da responsabilidade para decisões operacionais e de engenharia. O desenho das embalagens ganha relevância porque componentes como tampa, anéis e áreas de atrito podem aumentar a liberação de partículas. O relatório destaca que anéis contínuos tendem a gerar menos microplásticos do que modelos segmentados.

O tamanho da embalagem também aparece como variável importante. Embalagens maiores tendem a apresentar proporcionalmente menor geração de microplásticos. Além disso, a resistência do material ao estresse mecânico passa a ser um fator observado com mais atenção.

Outro ponto relevante é a logística. O estudo sugere que fabricantes podem atuar sobre práticas de armazenamento e transporte, mesmo sem controle direto sobre todas as etapas. A orientação de parceiros da cadeia para evitar condições extremas de calor, exposição intensa à luz e pressão excessiva surge como uma forma de reduzir emissões.

A principal mensagem do relatório é que pequenas mudanças podem produzir impactos significativos. Segundo Julien Boucher, co-CEO da Earth Action, decisões inadequadas no design e na cadeia de suprimentos podem elevar rapidamente as emissões de microplásticos. Em contrapartida, ajustes relativamente simples em embalagem e logística podem reduzir o problema.

O estudo também propõe que empresas identifiquem “hotspots” operacionais para mapear os pontos de maior emissão dentro de suas operações. A lógica deixa de ser apenas regulatória ou reputacional e passa a envolver eficiência de processo, gestão de risco e adaptação da cadeia produtiva a uma demanda crescente por maior controle sobre materiais em contato com alimentos.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de Dairy Reporter 

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