ESPMEXENGBRAIND
19 jun 2026
ESPMEXENGBRAIND
19 jun 2026
📈 O preço do leite avançou pela quarta vez seguida, enquanto os custos registraram a primeira queda do ano.
🥛 A combinação de alta ao produtor, custos menores e derivados firmes muda a leitura do mercado em maio.
🥛 A combinação de alta ao produtor, custos menores e derivados firmes muda a leitura do mercado em maio.

O mercado de leite iniciou o segundo trimestre com uma combinação que não era observada desde o começo do ano: valorização ao produtor e redução dos custos operacionais.

Em abril, o preço do leite pago na origem registrou a quarta alta consecutiva, enquanto maio marcou a primeira queda do Custo Operacional Efetivo (COE) em 2026.

Segundo levantamento do Cepea, a “Média Brasil” do leite captado em abril alcançou R$ 2,6584 por litro, avanço de 10,4% frente a março. O movimento continua associado à menor disponibilidade de leite provocada pela sazonalidade e à intensificação da concorrência entre os laticínios pela aquisição de matéria-prima.

Apesar da sequência positiva, o valor recebido pelo produtor permanece abaixo do registrado em abril de 2025 em termos reais, indicando que a recuperação dos preços ainda não compensou totalmente as perdas observadas ao longo do último ano.

Ao mesmo tempo, os custos começaram a mostrar um comportamento diferente. Em maio, o COE recuou 1,39% na Média Brasil, interrompendo a trajetória de alta observada desde o início de 2026. O resultado foi influenciado principalmente pela redução dos gastos com nutrição animal e operações mecanizadas.

Embora o indicador ainda acumule avanço de 1,80% no ano, a queda mensal representa uma mudança relevante para a rentabilidade da atividade. Na prática, o aumento do preço do leite passou a ser acompanhado por um ambiente de custos menos pressionado.

No mercado de derivados, o comportamento foi heterogêneo. Enquanto o leite UHT registrou recuo de preços, muçarela e leite em pó mantiveram estabilidade ao longo de maio. A muçarela fechou com média de R$ 35,10 por quilo e o leite em pó atingiu R$ 30,89 por quilo, ambos com leves variações positivas em relação ao mês anterior.

A sustentação desses produtos contribui para preservar parte do valor dentro da cadeia, mesmo diante de sinais distintos entre os diferentes segmentos do mercado lácteo.

O comércio exterior também apresentou avanço em maio. Importações e exportações cresceram em relação a abril, mas o ritmo foi mais intenso nos embarques. As importações alcançaram 226,21 milhões de litros Equivalente-Leite, alta de 3,58%, enquanto as exportações avançaram 45,33%, somando 5,81 milhões de litros Equivalente-Leite.

Na comparação com maio de 2025, porém, os movimentos seguiram em direções opostas. As compras externas cresceram 27,93%, ao passo que as exportações permaneceram abaixo do volume embarcado no mesmo período do ano passado.

O conjunto dos indicadores mostra um mercado que continua operando sob restrição de oferta de leite cru, mas que começa a registrar sinais de melhora nas condições econômicas da produção. A combinação entre preços mais elevados na origem e custos menores passa a ser um dos principais fatores observados pelos agentes da cadeia neste momento.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Agrolink

Te puede interesar

Notas Relacionadas

Faça login na minha conta