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3 ago 2026
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De leite recém-ordenhado a prêmio nacional: o caminho que consagrou um doce artesanal único em São Paulo.
doce de leite
O que uma queijaria familiar do Vale Histórico fez de diferente para vencer o concurso mais importante da categoria?

Um doce de leite artesanal produzido em Queluz, no Vale Histórico paulista, acaba de ser eleito o melhor do estado de São Paulo pelo Prêmio Queijo Brasil, um dos concursos mais relevantes do setor lácteo nacional.

Por trás do título está a Queijaria Santa Vitória, negócio familiar instalado na Fazenda Santa Vitória desde 2022, que hoje emprega cerca de 14 pessoas e transforma em produtos artesanais todo o leite produzido na própria propriedade.

O reconhecimento não é isolado. Desde sua criação, a queijaria já havia recebido medalhas em concursos internacionais como o Mondial du Fromage, na França, e o World Cheese Awards, na Suíça, além de premiações no Mundial do Queijo Brasil. O título estadual de melhor doce de leite se soma a esse histórico e, segundo os sócios Carlos Cunha e Fábia Raquel, já provocou um aumento na procura pelo produto e pelos demais itens da marca, que incluem queijos, iogurtes, manteiga, granola e doces de abóbora com coco e de mamão.

O diferencial reconhecido pelos jurados está na proporção de açúcar utilizada: apenas 10%, bem abaixo do padrão da categoria. Segundo Carlos Cunha, tudo começa com “um leite de altíssima qualidade, produzido na própria fazenda”, combinado a um processo de fabricação que respeita o tempo necessário para o doce desenvolver sabor, textura e cremosidade de forma natural, sem recorrer a excesso de açúcar para compensar etapas apressadas.

O processo completo leva cerca de quatro horas, do leite recém-ordenhado ao produto envasado. Após a ordenha, o leite passa por controles de qualidade e segue para a pasteurização antes de ir aos tachos, onde recebe o açúcar. A etapa de cozimento é considerada a mais decisiva: o doce permanece sob agitação constante e controle de temperatura até atingir o ponto ideal, quando então é resfriado, envasado e submetido a uma nova checagem de qualidade antes da venda.

Fábia Raquel destaca que, apesar de o preparo em si durar poucas horas, a receita é resultado de anos de ajustes. “Por trás dele existe um trabalho de anos no aprimoramento da receita, dos processos e da qualidade da matéria-prima”, afirma. A padronização e o controle de qualidade constante durante toda a fabricação são apontados pelos sócios como o que sustenta o resultado final: um doce equilibrado, com sabor intenso de leite e textura extremamente cremosa.

Para a equipe da queijaria, o prêmio tem um significado que vai além do produto. Queluz é descrita pelos sócios como “uma cidade pequena, mas com uma forte tradição agropecuária”, e o reconhecimento nacional é visto como uma forma de projetar o Vale Histórico no cenário da produção artesanal brasileira. A expectativa da queijaria é que o título também impulsione o turismo e valorize outros produtores da região.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Correio do Povo Penedo 

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