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4 fev 2026
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🧩 Governo uruguaio negocia avanços sanitários e regulatórios para ampliar exportações de lácteos ao mercado chinês em médio e longo prazo.
📊 Conversas com a China buscam reduzir fricções e abrir espaço para mais lácteos uruguaios de maior valor agregado.
📊 Conversas com a China buscam reduzir fricções e abrir espaço para mais lácteos uruguaios de maior valor agregado.

O mercado lácteo China voltou ao centro da agenda estratégica do Uruguai, à medida que o governo avança em negociações com autoridades chinesas para ampliar o acesso de produtos lácteos ao país asiático a partir de novos entendimentos sanitários e comerciais.

De acordo com analistas do setor, autoridades uruguaias trabalham em coordenação com seus pares chineses para reduzir fricções regulatórias e acelerar processos de habilitação, com foco em melhorar as condições de entrada de lácteos no mercado chinês. A iniciativa envolve especialmente leite em pó e derivados com maior valor agregado, segmentos nos quais o Uruguai possui histórico exportador e capacidade industrial consolidada.

As conversas ocorrem em um contexto de demanda chinesa estruturalmente relevante por produtos lácteos importados, ainda que marcada por ciclos de maior ou menor intensidade conforme a produção doméstica, os preços internacionais e ajustes de política comercial. Para o Uruguai, a aposta está na capacidade do mercado chinês de absorver volumes adicionais de leite em pó, queijos e produtos com alto teor de sólidos, alinhados às fortalezas produtivas do país.

Segundo fontes do mercado, a negociação em curso busca avançar principalmente sobre barreiras não tarifárias. Entre os pontos centrais estão a harmonização de requisitos fitossanitários, a simplificação de protocolos de certificação e a construção de mecanismos que deem mais previsibilidade aos fluxos comerciais. Na prática, isso pode se traduzir em tempos mais claros de aprovação de plantas e lotes exportadores, além da ampliação do portfólio de produtos habilitados para envio à China.

Outro aspecto relevante é a possibilidade de reduzir a volatilidade logística e operacional, criando condições para embarques em maior escala e com maior regularidade. Para exportadores, esse tipo de previsibilidade é um fator-chave na tomada de decisão sobre investimentos industriais, planejamento de produção e desenvolvimento de produtos adaptados às exigências do mercado asiático.

O avanço, no entanto, não é imediato. O processo depende de negociações técnicas complexas, que incluem exigências rigorosas de sanidade animal, controles de inocuidade alimentar e certificações específicas aplicadas por produto e por estabelecimento exportador. Esses requisitos fazem parte do modelo regulatório chinês e exigem coordenação constante entre governos e setor privado.

Do ponto de vista estratégico, ampliar o acesso ao mercado chinês permitiria ao Uruguai diversificar destinos de exportação, reduzir a dependência de mercados tradicionais da América Latina e do Mercosul e fortalecer a balança comercial do setor lácteo. Considerando o tamanho da população chinesa e o crescimento estrutural do consumo de proteínas, o impacto potencial para a cadeia leiteira uruguaia é significativo.

A negociação também ocorre em um ambiente altamente competitivo. Países como Nova Zelândia, União Europeia e Austrália seguem disputando espaço no mercado lácteo China, o que reforça a necessidade de o Uruguai otimizar sua infraestrutura sanitária, eficiência regulatória e estratégia comercial para manter competitividade no longo prazo.

Embora ainda haja etapas a cumprir, os avanços nas conversas sinalizam uma convergência entre interesse político e visão empresarial. O objetivo é posicionar o setor lácteo uruguaio como fornecedor confiável em um mercado de grande escala, capaz de absorver volumes crescentes e produtos de maior valor agregado.

*Escrito para o eDairyNews, com informações de EDairyNews Español

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