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3 nov 2026
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3 nov 2026
Piercristiano Brazzale, ex-presidente da FIL, questiona as métricas ambientais do setor e aponta de onde virá o leite que o mundo vai precisar.
Piercristiano Brazzale foi presidente da Federação Internacional de Laticínios (FIL)  e atualmente é Representante Ambiental no Comitê de Coordenação de Ciência e Programa (SPCC) da FIL.
Piercristiano Brazzale foi presidente da Federação Internacional de Laticínios (FIL)  e atualmente é Representante Ambiental no Comitê de Coordenação de Ciência e Programa (SPCC) da FIL.

Piercristiano Brazzale | A forma como o setor lácteo mede sua pegada de carbono está equivocada, e o resultado é uma pecuária leiteira atacada sem fundamento.

É o que defende Piercristiano Brazzale, que presidiu a Federação Internacional de Laticínios (FIL) entre 2020 e 2024 e hoje é co-proprietário e CEO da Brazzale S.p.A., a mais antiga empresa láctea em operação na Itália, fundada em 1784.

Na conversa com a eDairy News, ele vai do debate climático à disputa por produção: fala de consolidação das fazendas, de onde o leite vai crescer e de uma projeção de déficit no comércio internacional até 2030. O tom é de quem diz que investir em leite, hoje, é uma aposta segura.

eDairy News: O senhor liderou a “Declaração de Paris sobre a Sustentabilidade do Setor Lácteo”. Diante da crescente pressão regulatória ambiental no mundo, como o setor pode equilibrar a necessidade de reduzir emissões sem comprometer a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica dos produtores?

P. Brazzale: “Lançamos a Declaração de Paris sobre sustentabilidade em 2024, como continuação da Declaração de Roterdã, de 2016, e a apresentamos durante a Cúpula Mundial do Leite realizada em Paris. Vimos nisso uma necessidade: esclarecer, antes de tudo, o compromisso do setor lácteo com a sustentabilidade entendida em 360°: socioeconômica, nutricional e ambiental. Mas também colocar ordem, porque hoje os consumidores e a imprensa não compreendem plenamente o que fazemos e, sobretudo, a real dimensão e a sinceridade do nosso respeito ao meio ambiente. E, como a pergunta bem observa, há também a necessidade de reduzir as emissões.

Aqui está um grande problema: estou firmemente convencido de que o impacto ambiental do setor lácteo é superestimado. É superestimado porque os métodos usados para determiná-lo, em especial no caso das emissões, não são corretos. Eles não levam em conta, por exemplo, que as emissões da pecuária são biogênicas. Ou seja, o aumento dos níveis de CO2 no ambiente não se deve às emissões diretas dos animais, e sim a outros fatores: emissões de outros setores, como transporte e indústria. Mas, acima de tudo, é preciso enfatizar que o animal em si — a vaca, uma vaca pastando — é, a meu ver, neutro. É neutro porque não emite um único átomo de carbono a mais do que absorve por meio da forragem. De onde vem esse carbono — o CO2 que a vaca emite, o metano que a vaca emite? Vem da forragem, e nessa forragem o carbono foi organizado por meio da fotossíntese.

Então, hoje o setor sofre ataques injustificados porque esse conceito não é explicado como deveria, mas sobretudo porque as metodologias usadas para determinar o impacto ambiental — as diversas metodologias de pegada de carbono, em particular — não estão corretas e não consideram esse fato. Precisamos trabalhar nisso, começando pelas emissões atmosféricas, mas não só. Precisamos destacar o papel socioeconômico do setor lácteo. Considerem que 6 bilhões de pessoas consomem lácteos e que, ao longo da cadeia de valor, cerca de um bilhão de pessoas trabalham: 132 milhões de fazendas leiteiras, onde vivem mais de 600 milhões de pessoas. Mas, ao longo da cadeia, há outros 400 milhões de pessoas que trabalham no processamento de lácteos — produtos de altíssimo valor nutricional que, além disso, vêm do processamento de boa parte dos alimentos oferecidos às vacas, alimentos que não são comestíveis para os humanos. Portanto, a vaca é uma conversora de alimento não comestível para humanos em um alimento de altíssimo valor nutricional.”

eDairy News: Em fóruns como a COP ou o Codex Alimentarius, o setor pecuário costuma estar sob escrutínio. Quais são os principais mitos sobre o impacto ambiental e nutricional dos lácteos que a ciência ainda tem dificuldade de desfazer perante a opinião pública?

P. Brazzale: “Especialmente nas conferências da COP, quando o assunto é impacto ambiental, esbarramos em uma enxurrada de dados. Por exemplo, diz-se que o setor pecuário emite 25% dos gases de efeito estufa, que a agricultura emite 25% do metano antropogênico e que a maior parte disso — cerca de 15 a 18% — é emitida pela pecuária. Mas, por favor, esse metano, como eu disse, vem de um processo biogênico, em que há uma reciclagem contínua do carbono que já está na atmosfera: o metano emitido pelas vacas. Porque as vacas se alimentam do que a fotossíntese produz, então é um ciclo contínuo de reciclagem, um exemplo de economia circular.

E é por isso que o importante, o que fazemos na Federação Internacional de Laticínios (FIL), é desenvolver e oferecer metodologias corretas para medir o impacto real do setor pecuário, que hoje, como disse, é amplamente superestimado. Hoje circulam todo tipo de números. Quando vou às COPs, ouço que o metano de origem pecuária representa entre 20 e 40% do total de metano emitido pelos humanos. Mas há uma diferença enorme entre 20 e 40 e, sobretudo — repito — esse carbono é biogênico, ou seja, não é carbono novo sendo emitido para a atmosfera, extraído de reservas de combustíveis fósseis e, portanto, não se soma ao carbono que já está na atmosfera. Isso é importante: oferecer as metodologias corretas de impacto ambiental. Também estamos trabalhando nisso com a pegada hídrica, a pegada do uso da terra e outras.

Quanto ao Codex Alimentarius, é muito importante fazer ali com que se compreenda o verdadeiro valor nutricional dos lácteos. Desfazer os mitos de que a gordura faz mal. Na quantidade certa, as gorduras são essenciais para a dieta. O princípio é, acima de tudo, dar a conhecer o valor nutricional dos lácteos — produtos extremamente ricos em todos os principais macro e micronutrientes e que, portanto, constituem um elemento fundamental para garantir uma dieta saudável, equilibrada e também sustentável. É o conceito da quantidade certa. E as diretrizes que ajudamos a sustentar, fornecendo a base científica para as diretrizes nacionais adotadas, recomendam, em linhas gerais, entre 200-250 e até 500 gramas de leite e equivalentes lácteos por dia.”

eDairy News: No mundo todo, vemos uma consolidação constante das fazendas e dificuldades generalizadas com a sucessão geracional. Como o senhor imagina a estrutura das fazendas leiteiras daqui a uma década?

P. Brazzale: “Sem dúvida, a agregação e a consolidação das fazendas leiteiras é um fenômeno irreversível que acontece em toda parte. Na Europa já está consolidado — o tamanho médio das fazendas é altíssimo. Mas também acontece em países onde ainda existem pequenas fazendas familiares, como na América do Sul, na África e, sobretudo, na Índia. Lembrem que, das 132 milhões de pequenas fazendas leiteiras do mundo, 80 milhões estão na Índia, todas com média de 2 a 3 vacas. Porém, conversando com M. Shah, presidente do NDDB (National Dairy Development Board), a agência estatal de laticínios da Índia, ele me disse que a consolidação está acontecendo lá também. Ou os pequenos produtores familiares se reúnem em cooperativas e concentram suas vacas em fazendas cooperativas, ou investem para crescer — porque, seja por razões econômicas, de conveniência, ou para melhorar a gestão e a profissionalização, eles buscam se unir e abandonar as pequenas operações de 2 a 3 vacas por família, que se tornaram insustentáveis. Portanto, essa tendência a fazendas maiores é irreversível.

Isso também é evidente na América do Sul, de onde você vem: na Argentina, no Chile e no Brasil, as pequenas fazendas vão desaparecendo gradualmente enquanto as médias aumentam, tanto em número de animais quanto, sobretudo, em produtividade. E a América do Sul pode se tornar um ator-chave no fornecimento do leite que falta ao mundo, porque as projeções — a situação do mercado hoje é um pouco negativa, especialmente na Europa, onde parece haver superprodução — mas, na realidade, todas as projeções da Rabobank indicam que, até 2030, o comércio internacional terá um déficit de cerca de 30 milhões de toneladas de leite. São projeções da Rabobank, apesar de agora parecer haver oferta suficiente. Mas já existem os primeiros sinais de mercado — depois de um ano, ou de alguns meses, de excedente — de que o leite começa a escassear.”

eDairy News: Se o senhor tivesse que apontar uma única prioridade estratégica em que um produtor de leite deveria investir hoje para garantir sua operação nos próximos 15 anos, qual seria?

P. Brazzale: “Se eu tivesse que dar um conselho a um produtor de leite, seria investir em eficiência, em produtividade, em vacas produtivas — mas não vacas excessivamente forçadas, porque uma vaca forçada demais também se torna mais frágil. Ou seja, vacas com o equilíbrio certo de rusticidade, resiliência e também produtividade e conversão alimentar. Na verdade, a eficiência de conversão alimentar é a primeira coisa em que investir.

Depois, é preciso investir em tecnologia. Hoje há também um problema de sucessão e um problema de mão de obra — encontrar trabalhadores dispostos a trabalhar nas fazendas —, então é preciso investir em tecnologia, em robotização, em maior eficiência no preparo da ração unifeed e em melhoramento genético; enfim, investir nas tecnologias de última geração. Claramente, esse é um dos fatores que impulsionam a consolidação das fazendas, porque são investimentos logicamente caros, mas que trazem eficiência e permitem que os produtores permaneçam no mercado graças à competitividade e à eficiência da produção. E faz sentido que somente certas escalas permitam esse tipo de investimento. Mas vi esses investimentos de perto — visitando fazendas no Chile no ano passado, mas também na Argentina, e até fazendas novas na China, onde investiram enormemente em tecnologia e em genética. É o único caminho para tornar o processo produtivo eficiente e o leite competitivo no mercado.”

eDairy News: Observamos que potências lácteas tradicionais, como a Nova Zelândia e a União Europeia, estão chegando ao teto de produção. Onde o senhor acredita que o crescimento futuro da produção de leite vai se concentrar?

P. Brazzale: “Sim, a Nova Zelândia e a União Europeia chegaram — e continuam crescendo, embora cada vez mais lentamente — graças ao aumento da produtividade. A redução do rebanho combinada com ganhos de produtividade foi a chave: eficiência na produção e eficiência na gestão da fazenda. Quanto a onde o crescimento futuro vai se concentrar, vejo um enorme potencial na Índia. Hoje a Índia tem cerca de 300 milhões de cabeças entre búfalos e vacas — aproximadamente 200 milhões de vacas e 100 milhões de búfalos —, 80 milhões de fazendas leiteiras e produtividade média de apenas 6 litros por animal. Há uma lacuna enorme a ser fechada ali. Eles estão trabalhando duro em genética e alimentação, e lembrem que simplesmente usar o touro certo com a vaca certa pode dobrar a produção só pela genética. Passar de 6 para 12 litros é uma questão de tempo. E lembrem que a Índia hoje produz perto de 240 milhões de toneladas. De cerca de um bilhão de toneladas de produção mundial de leite em 2025, 240 milhões vêm da Índia — ou seja, cerca de 25% do leite do mundo é produzido na Índia, com uma produtividade média de apenas 6 litros. Dá para ver o enorme potencial.

Outra grande fonte de potencial é a América do Sul. Já existem na América do Sul algumas regiões de alto potencial e alta produtividade — partes do Chile, da Argentina, do Uruguai e até do Brasil — que já produzem bem e já têm fazendas de alta produtividade, embora ainda haja muito espaço para crescer em toda a América do Sul. E repito o que disse antes: as projeções de todos os grandes organismos, da FAO à Rabobank, apontam para uma escassez de leite nos mercados mundiais — no comércio internacional, especificamente — de cerca de 30 milhões de toneladas até 2030. Até o USDA projeta escassez de leite porque o consumo de proteína animal continua subindo. Vocês já conhecem o fenômeno dos GLP-1, mas há também a tendência social mais ampla de consumir alimentos enriquecidos com proteína. Os jovens hoje bebem bebidas enriquecidas com proteína, comem alimentos enriquecidos com proteína, e boa parte dessa proteína vem do leite, particularmente do soro (whey). Isso também explica os preços extremamente altos do whey e do whey em pó nos mercados internacionais — há uma demanda forte e crescente dos consumidores. E na Ásia, nem se fala: no Japão e na China, consumir produtos enriquecidos com proteína do leite e proteína de soro virou tendência. Se você for aos supermercados chineses e japoneses, encontrará uma enorme quantidade de produtos enriquecidos com proteína.

Então, o crescimento — voltando para responder diretamente a esta pergunta — eu vejo na China, desculpem, na Índia, e na América do Sul. A China tem problemas estruturais: investiu enormemente em fazendas e infraestrutura nos últimos anos, mas tem problemas de disponibilidade de terra, então precisa comprar muita ração no exterior, o que eleva demais os custos de produção. A América do Sul, por sua vez, tem um custo de produção muito baixo, assim como a Nova Zelândia, mas com essa vantagem competitiva: custo baixo porque há terra e alimento em abundância para as vacas. A Índia tem a vantagem da mão de obra barata e também uma vantagem cultural, já que na Índia a cultura é construída justamente em torno do leite — para eles, o leite e a pecuária leiteira fazem parte do dia a dia, e isso lhes dá uma vantagem competitiva. Claro que a disponibilidade de terra na Índia é relativa. Portanto, em termos de competitividade, a América do Sul, na minha opinião, é onde pode haver mais crescimento, embora a Índia tenha um potencial enorme dada sua baixa produtividade.”

eDairy News: Por fim, estamos vendo um verdadeiro boom de proteína no mundo, no qual os lácteos têm papel central. O senhor acha que é uma moda passageira ou uma tendência que vai continuar se intensificando?

P. Brazzale: “Como já disse, o consumo de proteína é uma tendência imparável. Na minha visão, é uma tendência que vai continuar, impulsionada sobretudo pelos países em desenvolvimento. Vejamos um exemplo: a China já é um país desenvolvido, mas demograficamente mostra a tendência oposta à de regiões desenvolvidas como a Europa ou os Estados Unidos — sua população mais jovem consome muito mais produtos de origem animal do que a mais velha. Então há uma onda enorme de consumidores entrando no mercado chinês com uma tendência de consumo baseada em proteína, especialmente em direção a produtos funcionais. Esse é o ponto-chave: produtos funcionais, voltados a categorias de pessoas com necessidades específicas. Por isso representam uma tendência imparável e, dentro dos produtos funcionais, os produtos à base de proteína são os que têm mais espaço para crescer.

Esse consumo também está crescendo enormemente em mercados maduros como a Europa e os Estados Unidos, em parte por tendências entre os mais jovens e entre os maiores de 60 anos, onde há uma moda crescente — mas também uma necessidade real — de fornecer as proteínas essenciais para prolongar tanto a expectativa de vida quanto os anos de vida saudável. E depois, naturalmente, em regiões em desenvolvimento como a África — se o poder de compra crescer, embora os institutos econômicos tenham dúvidas sobre um forte crescimento do poder de compra ali — também há um potencial enorme, sobretudo porque a população africana cresce em ritmo muito rápido, vertiginoso, e diz-se que, até 2050, só a África acrescentará mais um bilhão de pessoas. Acho que esse fator é primordial. Todas as projeções de crescimento da população mundial mostram que, dos cerca de 8,2 bilhões de pessoas hoje, provavelmente passaremos de 10 bilhões em 2050, ainda que o ritmo de crescimento desacelere um pouco. De qualquer forma, a população mundial continua crescendo, e essas pessoas comerão de acordo com suas possibilidades financeiras — mas certamente comerão mais proteína. Por isso se projeta que o consumo de proteína animal cresça cerca de 20% até 2050, em termos absolutos. E isso significa que precisaremos produzir de 50% a 70% mais alimentos no total até 2050, em comparação com 2020, respeitando os recursos naturais. Esse é o desafio: produzir mais usando menos recursos naturais, ou pelo menos usando-os da forma como os usamos agora. Isso significa inovar e significa eficiência nos processos de produção agrícola.

Para encerrar, estou muito otimista com o futuro do setor lácteo, porque há muito espaço para crescer, mas sobretudo porque haverá uma demanda e uma necessidade enormes pelas proteínas derivadas dos lácteos. E lembremos: a vaca é uma grande conversora de produtos não comestíveis para humanos em produtos de alto valor nutricional. Durante a Cúpula Mundial do Leite em Paris, Badi Besbes, da FAO, mostrou que hoje cerca de 95% do que é oferecido às vacas leiteiras não é usado na alimentação humana. Se considerarmos que apenas a forragem não é comestível para os humanos, e que só a forragem representa 50 a 60% da dieta — mas há também os subprodutos. Por exemplo, somos acusados de usar terra para cultivar soja e, com isso, desviá-la da alimentação humana. Nada mais distante da verdade. Que parte da soja é usada para alimentar as vacas? Os subprodutos — o farelo de extração, o que sobra depois que o óleo foi extraído do grão de soja, depois de extraídas a lecitina e várias proteínas; o que resta é um resíduo que, de outro modo, seria descartado como lixo ou usado como fertilizante, e que, em vez disso, é usado para alimentar as vacas. E isso confirma o que Badi Besbes, da FAO, disse em Paris, em 2024: 95% do que as vacas leiteiras consomem não é usado na alimentação humana. É um estudo baseado na metodologia GLEAM, portanto é certificado. Isso é importante.

Dito isso, estou muito otimista e, sem dúvida, se eu estivesse pensando em investir em uma fazenda leiteira, eu o faria. Ou melhor, hoje estou obviamente ocupado com outras coisas, mas investir em uma fazenda leiteira é, sem dúvida, um investimento seguro e com muito potencial de valorização. Investir em uma fazenda leiteira, mas também investir no setor lácteo em geral.”

Nota editorial: As opiniões expressas são de Piercristiano Brazzale a título pessoal e não devem ser interpretadas como posições da Federação Internacional de Laticínios (FIL), de seus comitês ou de seus membros.

Quem é Piercristiano Brazzale

Piercristiano Brazzale foi presidente da Federação Internacional de Laticínios (FIL) de 2020 a 2024 (cargo hoje ocupado por Gilles Froment) e atualmente é Representante Ambiental no Comitê de Coordenação de Ciência e Programa (SPCC) da FIL. Além de sua atuação em organismos lácteos internacionais, é co-proprietário e CEO da Brazzale S.p.A., a mais antiga empresa láctea em operação na Itália, na qual representa a sétima geração à frente do negócio familiar fundado em 1784.

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