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21 jul 2026
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A confirmação do primeiro caso de gripe aviária H5N1 em uma ave marinha coloca a Nova Zelândia em monitoramento, enquanto autoridades reforçam medidas 🦅
Um pássaro migratório encontrado perto de Wellington testou positivo para H5N1, enquanto o país acompanha possíveis impactos sobre a fauna silvestre. 🌏
Um pássaro migratório encontrado perto de Wellington testou positivo para H5N1, enquanto o país acompanha possíveis impactos sobre a fauna silvestre.🌏

A gripe aviária H5N1 foi confirmada pela primeira vez na Nova Zelândia após um mandrião-pardo (brown skua), ave marinha migratória encontrada em uma praia próxima a Wellington, testar positivo para o vírus.

Até o momento, as autoridades afirmam que o episódio permanece restrito a esse único animal.

Segundo o governo neozelandês, não há evidências de mortalidade em massa na fauna silvestre, nem sinais de transmissão entre aves selvagens dentro do país. Também não houve qualquer detecção do vírus em aves de produção.

A confirmação ocorre depois que o vírus foi identificado na Austrália em junho, fazendo com que a Nova Zelândia registrasse seu primeiro caso após a chegada da doença ao último continente que ainda não havia relatado a presença do H5N1.

Enquanto acompanha a evolução do caso, o país mantém o monitoramento da situação e trabalha com o setor avícola no desenvolvimento de planos de biossegurança e resiliência preparados para a possível chegada do vírus.

O ministro da Biosegurança, Andrew Hoggard, afirmou que a Nova Zelândia poderá observar um comportamento semelhante ao registrado na Austrália, onde havia, até quarta-feira, 14 detecções confirmadas ou consideradas presumivelmente positivas para a gripe aviária H5.

Além da vigilância sanitária, a principal preocupação recai sobre a fauna nativa. Muitas aves silvestres da Nova Zelândia evoluíram durante milhões de anos sem mamíferos terrestres nativos, característica que resultou em espécies incapazes de voar, que fazem ninhos no solo e possuem menor capacidade de defesa contra predadores.

Esse isolamento tornou essas aves únicas, mas também aumentou sua vulnerabilidade diante da perda de habitat e da presença de animais introduzidos, como arminhos, ratos e gatos selvagens.

Com diversas espécies já classificadas como ameaçadas, as autoridades iniciaram um programa de vacinação destinado a 300 aves reprodutoras pertencentes a cinco das espécies mais ameaçadas do país, incluindo o takahē e o kakapo.

Para Brett Gartrell, professor de saúde da vida selvagem da Massey University, a chegada do H5N1 representa um motivo de preocupação para a biodiversidade neozelandesa.

Segundo o pesquisador, as aves do país nunca enfrentaram um desafio semelhante. Ele alertou que, caso o vírus se espalhe rapidamente, algumas espécies criticamente ameaçadas poderão enfrentar um risco ainda maior, ressaltando que o grupo de aves incluído no programa de vacinação não estará totalmente imune caso a disseminação ocorra em alta velocidade.

Por enquanto, entretanto, o cenário permanece concentrado em um único caso confirmado, sem registros de transmissão para outras aves silvestres nem para a avicultura do país.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Michael West

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