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30 jun 2026
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Queijo artesanal em Alexânia muda rotina de casal em Goiás após assistência técnica: produção cresce, casa é reformada e família reorganiza o trabalho no campo 🧀
Produção de queijo artesanal em Alexânia salta de 25 para 70 kg com apoio técnico do Senar 🧀
Produção de queijo artesanal em Alexânia salta de 25 para 70 kg com apoio técnico do Senar 🧀

Queijo artesanal em Alexânia: a rotina que começa antes do sol.

O queijo artesanal em Alexânia começa antes do amanhecer, quando o silêncio ainda domina a zona rural a cerca de 90 quilômetros de Brasília. Às 4h30, a primeira ordenha do dia já está em andamento na propriedade da família de Gervaso da Silva Oliveira e Maria Antônia. O leite retirado ali não é apenas produção: é o ponto de partida de uma transformação que reorganizou trabalho, renda e vida familiar.

Na Queijaria Sítio das Oliveiras, o leite passou a ter destino definido dentro da própria propriedade. O que antes era apenas criação de gado e ordenha se transformou em uma pequena agroindústria familiar, onde o queijo artesanal se tornou eixo central da atividade.

A virada não aconteceu de forma imediata. No início, o casal havia deixado o Distrito Federal em busca de uma vida mais tranquila no campo, cerca de oito anos antes da publicação da fonte. Gervaso iniciou a criação de gado e a produção de leite. Depois, Maria Antônia propôs transformar parte desse leite em queijo artesanal, abrindo uma nova frente produtiva dentro da propriedade.

O processo já existia, mas ainda operava com limitações. Foi nesse ponto que a família passou a buscar cursos e apoio técnico voltados ao leite e à produção de queijo. O acompanhamento veio por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, com visitas do técnico de campo Allan Passos, que iniciou o trabalho ainda durante a pandemia.

O diagnóstico apontou potencial de melhoria na produção. A partir desse acompanhamento, a rotina da queijaria começou a ser ajustada com orientação técnica contínua, sem promessa imediata de resultado, mas com foco em organização do processo produtivo.

O impacto mais objetivo aparece nos números: a produção diária de queijo artesanal em Alexânia passou de 25 para 70 quilos por dia, segundo dados atribuídos ao técnico de campo do Senar.

Esse salto veio acompanhado de mudanças práticas na estrutura da propriedade. Gervaso adquiriu um resfriador e um tanque para aquecimento do leite. Após essas incorporações, a família relatou melhora nos resultados produtivos, especialmente na organização das etapas do processo.

A evolução não ficou restrita ao equipamento. O acompanhamento técnico seguiu de forma periódica, com visitas e orientações aplicadas diretamente à realidade da propriedade. A coordenadora da ATeG do Senar Goiás, Luciana Valadão, também é citada na fonte ao tratar da evolução dos produtores acompanhados.

Com o aumento da produção, o queijo artesanal passou a ter maior peso na renda da família. A fonte indica ainda que a casa foi pintada e reformada a partir dos resultados da atividade, embora não apresente dados financeiros detalhados sobre faturamento ou margem.

A mudança também atingiu a dinâmica familiar. O casal tem três filhos: Ana Clara, Gabriel e Arthur. Todos estudam, e a melhoria na estrutura da propriedade trouxe impactos diretos na rotina doméstica. A internet instalada no sítio passou a ser utilizada pelos filhos nas atividades escolares. Antes, segundo o relato, Ana Clara precisava se deslocar até a cidade para ter acesso à conexão.

A pequena agroindústria se tornou, assim, um espaço compartilhado de trabalho e convivência. Maria Antônia participa da rotina produtiva, enquanto Gervaso concentra esforços na produção de leite e na aplicação das orientações técnicas recebidas.

O caso de Alexânia também revela o papel da ATeG como instrumento de organização produtiva no campo. O foco não está apenas na técnica do queijo, mas na estrutura da produção, no uso de equipamentos e na gestão da atividade dentro da propriedade rural.

O crescimento, no entanto, não aparece como fórmula replicável automática. A própria dinâmica da produção depende de fatores como disponibilidade de leite, estrutura, equipamentos e gestão da propriedade. O caso mostra um processo de evolução acompanhada, e não um salto isolado.

Mesmo com o aumento expressivo, a família indica intenção de seguir evoluindo dentro da atividade, sem detalhamento de novos projetos ou expansões específicas.

No centro da história permanece uma combinação simples e concreta: leite ordenhado antes do sol, técnica aplicada ao processo e uma produção que passou a ocupar um novo patamar dentro da propriedade.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por CPG

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