A produção de leite em Castro e Carambeí, no Paraná, deu o tom da última edição da Agroleite, considerada uma das maiores feiras da pecuária leiteira da América Latina. Foi lá que uma comitiva de 25 pessoas ligadas à Cooperativa Dália Alimentos passou dias observando, de perto, os caminhos que a genética, a nutrição animal e a automação estão abrindo para o setor.
O grupo reuniu 13 colaboradores da equipe técnica do Setor Gado Leiteiro e das Casas Agropecuárias da cooperativa, além de 12 associados. A viagem, realizada no mês passado, teve o custeio das empresas parceiras Elanco Saúde Animal e Cargill/Nutron.
Durante a feira, a comitiva percorreu estandes de empresas do segmento de genética e acompanhou exposições de máquinas, equipamentos e tecnologias voltadas à atividade leiteira. Segundo Rossana Kochhann, colaboradora do Setor de Compras da Dália, a programação incluiu ainda visitas a laboratórios de medicamentos e a empresas de nutrição animal.
O passo seguinte, no dia 5 de agosto, levou o grupo a duas propriedades produtoras de leite nos arredores de Castro e Carambeí — municípios que, segundo o médico-veterinário Luciano Martins Redu, estão entre as principais regiões produtoras de leite do Brasil. “A região que sedia a Agroleite é altamente produtiva no segmento leiteiro e, portanto, foi uma experiência importante tanto para a equipe técnica quanto para os associados”, afirma.
Na primeira propriedade visitada, a Fazenda São Thomé, o sistema é de confinamento e o plantel reúne cerca de 550 animais da raça Holandesa. O número impressionou pela comparação: mesmo sendo dez vezes maior do que muitas propriedades atendidas pela Dália, a fazenda ainda é considerada de porte menor para os padrões da região. “Foi um case que se aproxima da realidade com a qual trabalhamos na Dália”, resume Luciano.
À tarde, a rota seguiu para uma propriedade com animais da raça Jersey, onde o sistema de ordenha é híbrido. Ali, quatro robôs atendem parte do rebanho — justamente os animais de maior produção —, que chega a uma média de 33 litros por animal por dia.
As palestras que atravessaram a programação da feira trataram de genética, manejo e processos inovadores, temas que Luciano aponta como centrais para quem acompanha de perto a evolução do setor. Já a engenheira agrônoma Letícia Conzatti Piccinini destaca o peso da Agroleite no calendário do agronegócio leiteiro brasileiro: “É uma das maiores feiras voltadas à pecuária leiteira do Brasil e, por isso, reúne grandes empresas dos segmentos de insumos e fomento”.
Para o associado Neidir Rigo, de Fagundes Varela, a experiência foi além da tecnologia observada nos estandes e nas fazendas. Ele relaciona o que viu à permanência dos jovens no campo. “A produção de leite é um universo à parte, por isso, em especial, gostei muito de conhecer toda essa diversidade de tecnologias, que se torna um suporte cada vez mais importante para a permanência dos jovens no campo.
Refleti bastante sobre ter uma propriedade que desperte nos meus filhos o desejo de dar continuidade à atividade leiteira”, diz Neidir, que soma a essa reflexão a ideia de que qualidade de vida e perspectivas de crescimento tornam o meio rural mais atrativo para as novas gerações.
*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Eco Regional






