ESPMEXENGBRAIND
24 set 2026
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Uma propriedade familiar vem mudando sua operação passo a passo e mostra como decisões aparentemente distintas fazem parte do mesmo projeto 🐄
A transformação não aconteceu de uma vez: começou há anos e hoje envolve tecnologia, manejo, alimentação e infraestrutura. 🌱
A transformação não aconteceu de uma vez: começou há anos e hoje envolve tecnologia, manejo, alimentação e infraestrutura 🌱

A fazenda de leite da família Vojcsena, em Njegoševo, na província de Vojvodina, Sérvia, chegou a uma estrutura de 400 vacas em lactação e 200 animais de reposição depois de três décadas de expansão e investimentos contínuos.

Hoje, a operação combina ordenha três vezes ao dia, alimentação produzida em parte na própria propriedade, monitoramento do rebanho e novas obras de infraestrutura.

A atividade permanece dentro da família e é administrada pelos irmãos Kornél e Daniel Vojcsena. O caminho adotado não foi baseado em uma única grande transformação. Segundo Kornél, a fazenda vem sendo modernizada progressivamente, com investimentos em diferentes áreas da produção.

Um dos elementos centrais da operação é a ordenha. As 400 vacas Holandês-Frísias são ordenhadas três vezes por dia, sempre nos mesmos horários e seguindo protocolos de higiene. O sistema é uma sala rotativa moderna com 40 posições, equipada com tecnologia milkrite InterPuls.

O leite apresenta teor de gordura entre 4,0% e 4,2% e proteína entre 3,4% e 3,6%. A produção é destinada à processadora Imlek, na Sérvia. O preço atual informado pela propriedade é de cerca de 60 dinares sérvios por litro, embora possa variar conforme as condições de mercado e outros fatores.

Dados também entram no manejo

A modernização não está restrita à sala de ordenha. A fazenda incorporou tecnologia para acompanhar o rebanho e reunir informações sobre saúde e desempenho dos animais. O objetivo, segundo Kornél, é identificar problemas o mais cedo possível e tornar o trabalho diário mais eficiente.

O monitoramento contínuo também é utilizado no controle de problemas como claudicação e mastite. O manejo inclui casqueamento regular e atendimento veterinário quando necessário.

O bem-estar dos animais é tratado em conjunto com alimentação e instalações. As vacas permanecem durante todo o ano em sistema de free-stall, sem utilização de pastagem. As baias possuem colchões de borracha e palha como material adicional de cama. Nos períodos mais quentes, ventiladores e aspersores são utilizados para resfriar as instalações.

A alimentação segue outra lógica de controle interno. Uma parcela significativa dos ingredientes é produzida na própria fazenda, principalmente milho e alfafa, utilizados também na produção de silagem.

A dieta é baseada em TMR, com vitaminas e minerais, e pode incluir silagem de milho, silagem de alfafa, feno, grão de milho e farelo de soja. A formulação é ajustada de acordo com as necessidades nutricionais de cada grupo de produção.

Esse modelo também reduz a dependência da propriedade em relação à disponibilidade externa de parte dos alimentos e permite maior controle sobre sua qualidade, segundo o produtor.

Renovar o rebanho e modernizar a estrutura

A estratégia também alcança a reprodução. A inseminação artificial utiliza exclusivamente touros de alto mérito genético, com objetivos voltados à produção de leite, cascos e pernas fortes, boa conformação de úbere e longevidade.

Com 200 animais de reposição, a própria fazenda cria suas novilhas para manter a renovação do rebanho. Os partos ocorrem durante o outono, buscando manter uma oferta consistente de leite.

Na infraestrutura, a propriedade conta ainda com raspador e separador de esterco. O manejo dos dejetos, a redução do consumo de água e energia e o aumento da utilização de alimentos produzidos na própria fazenda fazem parte dos esforços descritos pela família.

E a modernização continua.

Entre os investimentos atuais está a ampliação da planta de energia solar, com o objetivo de reduzir custos energéticos e melhorar a eficiência da propriedade. Os galpões mais antigos também estão sendo modernizados para atender aos padrões atuais e às necessidades do rebanho.

Com cerca de 20 funcionários, a fazenda reúne hoje uma operação que vai muito além da ordenha: produção de alimentos, manejo animal, genética, coleta de dados, infraestrutura e energia passaram a fazer parte de um mesmo processo de modernização conduzido pela família ao longo dos anos.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Food & Agribusiness 

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