ESPMEXENGBRAIND
7 set 2026
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🌾 De arrendatária a nome de peso na pecuária: a história que está movimentando o setor leiteiro paranaense.
🐄 Ela não sabia ordenhar uma vaca, mas hoje é referência para outros produtores rurais. Entenda como tudo começou.
🐄 Ela não sabia ordenhar uma vaca, mas hoje é referência para outros produtores rurais. Entenda como tudo começou.

A produção leiteira no Paraná tem, em Irati, um exemplo de como a falta de experiência inicial não impede o crescimento de uma propriedade rural.

É o caso de Carmen Lúcia Soldan Martins, que deixou o litoral, na cidade de Santos, sem nunca ter ordenhado uma vaca, e hoje comanda uma operação que produz 1.000 litros de leite por dia.

A mudança para Irati aconteceu em 1994. Na época, a atividade começou em apenas 48 hectares arrendados, voltados principalmente à produção de leite para sustento da família. Sem conhecimento prévio sobre manejo animal, a rotina diária de trabalho foi o que permitiu a adaptação à pecuária no estado.

Três décadas depois, a área da propriedade cresceu para 390 hectares, e a produção diária de leite passou a somar 1.000 litros, mantidos com padrão de qualidade elevado.

O crescimento não veio apenas do aumento da área ou do volume ordenhado: o investimento em infraestrutura e o planejamento financeiro rigoroso foram peças centrais para transformar uma pequena iniciativa em um negócio de relevância regional.

Parte dessa transformação passou pela diversificação de lavouras. O milho destinado à silagem garantiu alimentação para o rebanho bovino ao longo de todo o ano, sustentando a produtividade da ordenha.

Já a inclusão de soja e feijão no plantio funcionou como estratégia para reduzir os riscos ligados às oscilações do mercado — distribuindo a renda entre diferentes safras, melhorando a qualidade do solo por meio da rotação de culturas e garantindo insumos próprios para a nutrição do rebanho.

A capacitação técnica também entrou na equação. Cursos especializados, viabilizados em parceria com entidades do setor, permitiram a adoção de boas práticas de manejo e nutrição do rebanho leiteiro, além de atualização sobre uso seguro de tecnologias e otimização de recursos financeiros e administrativos da propriedade.

Hoje, essa trajetória tem um desdobramento além da porteira: Carmen Lúcia atua diretamente junto a um sindicato para levar formação técnica a outros produtores da região.

Ao compartilhar a própria experiência, ela contribui para fortalecer a organização coletiva de pequenos e médios agricultores — um movimento que, segundo a fonte, ajuda a preparar o setor agropecuário local para os desafios do mercado e garante espaço para novas gerações no campo.

*Produzido pela eDairyNews, com informações publicadas por Brasil 247 

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